A cesta básica de Porto Alegre foi a mais cara do país pelo segundo mês consecutivo, conforme dados divulgados pelo Dieese nesta terça-feira. Em agosto, o conjunto de itens que compõe a cesta teve alta de 2,77%, passando de R$ 299,96 em julho de 2012 para os atuais R$ 308,27. No ano, a cesta acumula alta de 11,34% e em doze meses está 13,65% mais cara.
Em segundo lugar, ficou a cesta básica de São Paulo, que atingiu R$ 306,02. Em terceiro, chegou Rio de Janeiro (R$ 302,52) e em quarto, Vitória (R$ 298,60).
Na avaliação mensal da capital gaúcha, nove dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos estão mais caros, com destaque para o tomate (10,91%). Por outro lado, três itens tiveram redução: a batata (-1,33%), o leite (-1,18%) e o óleo (-0,43%). A banana ficou estável em agosto (0,00%).
No ano, dos treze itens pesquisados, sete subiram de preço. Os principais aumentos foram verificados no tomate (82,35%), no feijão (27,08%) e na batata (17,46%). Em sentido contrário, quatro produtos estão mais baratos: açúcar (-8,00%) e na manteiga (-6,31%). A farinha foi o único item a não sofrer variação no ano.
Segundo o Dieese, o trabalhador com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou em agosto cumprir uma jornada de 109 horas e dois minutos para adquirir os bens alimentícios básicos. Esta jornada é maior do que foi necessário em julho de 2012 (106h06min) e menor do que a necessária em agosto de 2011 (109h30min).













