Investimento no RS18/08/2012 | 17h16

Empresário de São Paulo constrói em Gravataí o prédio mais alto do Rio Grande do Sul

Do interior paulista, empresário Lorival Rodrigues encontrou no Rio Grande do Sul terreno fértil para investir e, além da empresa de táxi aéreo, está construindo, em Gravataí, o mais alto prédio do Estado

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Empresário de São Paulo constrói em Gravataí o prédio mais alto do Rio Grande do Sul Emílio Pedroso/Agencia RBS
Lorival Rodrigues teve uma infância simples em São Carlos Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

O paulista Lorival Rodrigues há apenas quatro anos reconheceu no Rio Grande do Sul um terreno fértil para investir e arrisca voos altos. Além de comprar uma empresa de táxi aéreo e ampliá-la para criar a segunda maior empresa do gênero no Brasil, Rodrigues também está construindo o maior prédio do Estado: um edifício de 42 andares em Gravataí. É uma pequena amostra dos empreendimentos do M.Grupo. O M, de múltiplo, reflete a diversificação nos negócios que incluem shoppings, hotéis, agronegócios e, futuramente, indústrias.

O diretor-presidente do M.Grupo relata que a admiração pelo Estado começou na infância simples em São Carlos, no interior de São Paulo.

– O meu tio era caixeiro viajante e me trazia botas do Rio Grande do Sul, contava histórias. Eu ficava imaginando como era o gaúcho, achava que todo mundo andava pilchado. Quando tive minha primeira oportunidade de viajar de avião, aos 18 anos, comprei passagem para Porto Alegre, passei o dia pelo Centro, andei de barco no Guaíba e à noite fui passear na Redenção, o que 40 anos atrás era seguro – brinca Rodrigues, citando o tio que, anos mais tarde, fundou a rede Magazine Luiza.

A redescoberta do Estado veio em 2008, quando Rodrigues se impressionou com o desenvolvimento imobiliário do Litoral Norte e decidiu construir um condomínio de luxo na área. Desde então, reuniu a família e se mudou de mala e cuia. Vê os gaúchos como bons parceiros de negócios, mas conservadores e cautelosos. Traz como vantagem o olhar de fora para identificar oportunidades que extrapolam o tradicional.

– As pessoas têm oportunidades na frente dos olhos e não estão agarrando. Existe crédito disponível, mas o banco não bate na casa das pessoas para oferecer uma linha de financiamento. É preciso estudar, elaborar um projeto sólido e ir atrás de dinheiro, parcerias e permutas – provoca Rodrigues.

Para construir o prédio mais alto do Estado, em Gravataí, que acompanhará um shopping e um hotel, fez uma série de estudos. Segundo o empresário, nada foi baseado em palpites.

– Gravataí está recebendo indústrias, é o quarto PIB do Estado, e ninguém estava olhando. A cidade estava implorando por um centro comercial, fica bem perto do aeroporto e foge do movimento afunilado da entrada da Capital. Além disso, não dá para construir prédios muito altos em Porto Alegre, e as grandes empresas preferem ficar em andares altos, querem pisos inteiros – justifica Rodrigues.

A mulher, os filhos, irmãos e sobrinhos administram a linha variada de investimentos. Segundo Rodrigues, foi a união da família que o tirou de uma infância simples para a constituição de um grupo dono de empreendimentos imobiliários, shoppings e uma empresa de táxi aéreo.

– Se é para pedir ou agradecer um favor, sempre nos deixamos um bilhetinho para lembrar que é junto que se chega longe. Ainda temos um longo caminho. A minha filha, que é responsável pelo marketing do grupo, tem essa ideia clara e esses dias me disse ‘temos o Rio Grande do Sul inteiro para crescer’ – confidencia Rodrigues.

Os projetos do M.Grupo

Bordini Wish – Condomínio de luxo no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre

Shopping de Lajeado – M.Grupo comprou 70% do empreendimento comercial

Quatro hotéis – Dois deles em Porto Alegre e outro no Litoral Norte, além do hotel em Gravataí junto ao shopping

Moradas de Novo Hamburgo – Condomínio horizontal no Vale do Sinos

Complexo econômico em Gravataí – Shopping, hotel, torres residenciais, torres comerciais e prédio de 42 andares

Condomínio Dubai – Litoral norte do Estado

Star Air – Empresa de táxi aéreo constituída com a compra da Bertol. Um hangar será reformado e outro construído. A empresa passará a operar com helicóptero e oito aviões e oferecerá hangaragem

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