Em negociação17/07/2012 | 11h07

Governo e sindicato conversam sobre GM de São José

Metalúrgicos de unidade paulista temem que General Motors demita até 1,5 mil trabalhadores

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Governo e sindicato conversam sobre GM de São José Marcelo Matusiak/Divulgação
Foto: Marcelo Matusiak / Divulgação

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, está reunido com representantes do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos (SP), no Palácio do Planalto. Está presente o presidente da entidade, Antônio Ferreira de Barros.

Os metalúrgicos temem que a unidade da General Motors da cidade demita até 1,5 mil trabalhadores. A GM de São José dos Campos produz os modelos Corsa, Classic, Meriva e S10, além de motores e kits para exportação.

Dentro da campanha "SOS Empregos", ontem os metalúrgicos aprovaram uma paralisação de 24 horas. O sindicato argumenta que "as demissões representam o descumprimento do acordo firmado pelas montadoras com o governo federal".

"Quando foi anunciado o pacote de incentivos fiscais para o setor, o Ministério da Fazenda determinou que as indústrias beneficiadas não poderiam demitir", argumenta o sindicato. Amanhã os metalúrgicos planejam realizar uma manifestação em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto.

Situação em Gravataí

Demissões em unidades de São Paulo e adiamento da fábrica de transmissões em Joinville (SC) acenderam o sinal amarelo sobre investimentos da GM no país. Em passagem pelo Rio Grande do Sul, o vice-presidente da montadora, Marcos Munhoz, informou que não há risco de desligamentos ou revisão do Projeto Ônix, que é a ampliação da fábrica de Gravataí. Palestrante do Congresso Internacional da Gestão hoje, Munhoz atendeu a Zero Hora.

Zero Hora – Há possibilidades de revisão dos planos da GM em Gravataí?
Marcos Munhoz – Não. Em Gravataí existe uma situação bem diferente (em relação à de São Paulo). A ampliação da fábrica está praticamente pronta, já temos os equipamentos instalados e estamos fazendo os testes para o lançamento do novo carro até o fim do ano.

ZH – O esfriamento da economia do Brasil pode impactar a produção da fábrica de Gravataí ou causar demissões?
Munhoz – Estamos sofrendo por tabela com a situação no Exterior, mas neste momento não há cenário de rever os planos em Gravataí, a menos que ocorra uma mudança muito forte no mercado. Não pensamos em demissões ou redução de jornada, pelo contrário, estamos admitindo para atender à ampliação.

ZH – Como se comportará o consumo de automóveis até o fim do ano e em 2013?
Munhoz – Neste ano, haverá crescimento de 1,5% na venda de automóveis, mas em 2013 deverá passar para 5,5%. O Brasil ainda tem um índice pequeno de carros de habitantes e há espaço para crescer.

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