Dragão aliado25/06/2012 | 19h35

China anuncia estudo para união de livre comércio com o Mercosul

Dilma considera que em situação de crise internacional, o estreitamento de relações entre os países "é muito importante"

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País que mete medo em quase todas as latitudes, a China está interessada em começar "estudos de viabilidade'' para um possível acordo de livre comércio com o Mercosul. Em Buenos Aires, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, expressou sua intenção em videoconferência com os presidentes de Brasil, Argentina e Uruguai.

— Compartilhamos amplos interesses comuns e temos um grande potencial. Estamos interessados em ampliar ainda mais os investimentos e melhorar a qualidade das relações — disse Wen.

Até agora, os países do Mercosul têm usado as regras do bloco, que permitem elevar as tarifas de importação até 35%, para se proteger da invasão de produtos chineses. No entanto, a China é o segundo segundo destino das exportacões dos países do Mercosul.

— Em um quadro de crise internacional, que parece se estender, é muito importante que os países como os do Mercosul e a China estreitem relações — afirmou a presidente Dilma Rousseff.

De acordo com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, "o vínculo com a China é uma oportunidade histórica para o Mercosul, de lançar um grande desafio e agregar valor a nossa matéria-prima, gerando trabalho para nossa gente". Essa vontade expressa pela China e os integrantes do bloco poderá resultar em uma declaração conjunta dos chefes de Estado do Mercosul no encontro de cúpula na próxima sexta-feira, em Mendoza.

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