Aplicação segura24/04/2012 | 03h12

Serviço ZH: Como evitar perda para a inflação

Para não perder dinheiro, é preciso ficar atento à taxa de administração

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Com rentabilidade menor em razão da redução da taxa básica de juro, aplicações em renda fixa correm risco de ficar abaixo da inflação.

Para não perder dinheiro, é preciso ficar atento à taxa de administração cobrada pelos bancos e o período de resgate da aplicação financeira.

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Alvo da nova ofensiva do governo no setor bancário, que tem como objetivo aumentar a rentabilidade dos fundos de investimento e adiar a necessidade de mudança na caderneta de poupança, as taxas de administração serão reduzidas na Caixa, assim como o valor mínimo de aplicação de mais fundos de investimento. O Banco do Brasil também analisa mudanças em seus fundos de investimento.

Remunerados pelo juro básico (hoje em 9%), poucos fundos DI têm rendimento acima da caderneta de poupança, que é livre de Imposto de Renda e taxa de administração.

O cenário é ainda mais nebuloso para as aplicações de curto prazo. Nesses casos, se a taxa de administração for acima de 2%, a rentabilidade pode ficar abaixo de 5,5%. Para render mais do que a poupança, a taxa não pode passar de 0,5%.

— Os fundos de renda fixa ainda oferecem remuneração acima da inflação hoje, mas se a Selic baixar mais ou a inflação subir, o rendimento ficará aquém — explica Miguel Ribeiro de Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Mesmo assim, o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, William Eid Júnior, não prevê migração em massa de investidores dos fundos de renda fixa para a poupança.

— Em 2009, quando a Selic baixou para 8,75%, não houve migração. A maior parte não leva em conta o retorno, mas a segurança — aponta.

Professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração, Keyler Carvalho Rocha explica que toda aplicação financeira tem três parâmetros: rentabilidade líquida, segurança e liquidez.

— Os ativos mais rentáveis são os de longo prazo, que reduzem o IR cobrado e conseguem ter rendimento líquido maior — diz o professor, acrescentando que essa é a hora de avaliar as opções no mercado.

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