Valor padrão06/02/2012 | 19h51

ANP e MP vão investigar preços idênticos em postos de combustível da Capital

Quase dois terços das revendas que tem preços publicados cobravam o mesmo pela gasolina

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Depois que reportagem publicada por Zero Hora nessa segunda-feira mostrou que sete em cada 10 postos de Porto Alegre cobram preço idêntico da gasolina, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Ministério Público do Estado (MP-RS) decidiram abrir investigações.

Com base em levantamento da própria ANP, feito entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro, a o litro do combustível custava, na semana passada, R$ 2,699 em 66 dos 90 postos pesquisados.

O estudo da ANP será feito pela Coordenadoria de Defesa da Concorrência da agência e deverá atingir todos os cerca de 300 postos da Capital.  Serão analisadas as notas fiscais dos estabelecimentos e comparados os preços do produto adquirido nas distribuidoras e o repassado ao consumidor, levando em conta também os tributos e a margem de lucro. A previsão é de apresentação do resultado dentro de um mês.

Conforme o coordenador-geral do escritório regional Sul da ANP, Edson Silva, o último levantamento com análise semelhante foi realizado há quase sete anos, em dezembro de 2005. Em abril de 2008, quando a cidade contava com 255 postos, outro foi realizado, mas apenas com base nos preços apurados pela agência. Na ocasião, não foi verificado indício de cartel.

— Esse estudo exaustivo que vamos iniciar agora irá mostrar se há combinação de preços entre os postos. Se isso ocorrer, a ANP poderá encaminhar representação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para que o órgão tome as medidas necessárias para evitar essa prática — assinala Silva.

Caso não forneçam as notas fiscais exigidas, os estabelecimentos poderão ser autuados, advertiu o coordenador.

Por meio da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, o Ministério Público Estadual decidiu começar ontem mesmo a investigação sobre o preço dos combustíveis na Capital. O promotor de Justiça Mauro Rockenbach instaurou procedimento administrativo para verificar a situação e encaminhou ofício para que a ANP forneça os estudos que serviram de base para a reportagem, além de questionar se a agência informou a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça a respeito da situação. A SDE possui acordo de cooperação técnica com a ANP para realizar esse tipo de investigação. Conforme Rockenbach, o objetivo é averiguar se há acordo expresso para determinar os preços e influenciar artificialmente o mercado.

— É evidente que não é uma situação normal. Existe uma harmonia de preços, e consumidor é afetado por isso. Existem dois tipos de acordo, o implícito e o explícito. A meta é investigar se ocorreu o segundo tipo — salientou o promotor.

Comentar esta matéria Comentários (15)

Luis Carlos

continuando... Não há como ter preço de venda muito diferente se o custo de compra é igual! Responsabilizar os Postos pelo preço semelhante é falta de inteligência do MP. Por que o MP não aprofunda o questionamento?

07/02/2012 | 10h11 Denunciar

Luis Carlos Pedroso Lacerda

Lamentável a atuação do MP e da ANP. Que os preços são todos iguais ou muito parecidos não é novidade alguma, pois exite somente um fabricante de gasolina (Petrobrás) e praticamente 3 distribuidores (Shell, BR e Ipiranga). Ora, somente 3 compram de 1 somente que fabrica! O que queriam?

07/02/2012 | 10h07 Denunciar

antonio carlos

Tão de brincadeira? Há horas q os preços são iguais. Chega um determinado dia amanhece todos os postos com preço igual (sempre para cima , é óbvio). Eles devem ser videntes, cada dono de posto deve meditar à noite e num passe de mágica no dia seguinte os preços são todos iguais.

07/02/2012 | 01h03 Denunciar

José Antônio

Infelizmente é tardia a investigação em curso que na verdade já deveria ter sido feita há muito tempo pelos órgãos responsáveis.Mas como se manifestaram em realizar agora este trabalho que deveria ser continuo, ficaremos na expectativa dos respectivos resultados.

07/02/2012 | 00h26 Denunciar

Ivonei

NÃO É CARTEL? O QUE É ISSO ENTÃO? EM TODOS OS LUGARES SEMPRE ACONTECE A MESMA COISA, TODOS COBRAM O MESMO VALOR. POUCA DA VERGINHA ISSO, ONDE ESTA A LIVRE CONCORRENCIA?

06/02/2012 | 23h54 Denunciar

Wellington

QUE COISA ??? PORQUÊ SERÁ QUE OS PREÇOS SÃO OS MESMOS ??? ACHO QUE É PURA COICIDÊNCIA !!! COMO PODE NÓS ( POBRES) CONSUMIDORES PENSAR ALGO DIFERENTE ??? SERÁ QUE OS DONOS DOS POSTOS SE REUNEM PARA "DISCUTIR DIFICULDADES" ??? HUM... HÁ ALGO DE PODRE NO REINO....

06/02/2012 | 23h03 Denunciar

jose roberto rodrigues

Só agora desconfiaram que tem algo errado?? Tem muito posto vendendo pelo cartão mais caro e além disso todo cidadão portoalegrense sente cheiro de mafia a muito tempo!

06/02/2012 | 22h50 Denunciar

Antonio

É uma vergonha a atuação da ANP. Basta ver no site da ANP o levantamento de preços dos combustíveis. Na tabela publicada na internet, tem os postos que apresentam nota fiscal e aqueles que não tem nota fiscal. Como essa pífia fiscalização admite que um posto não tenha nota fiscal? Isso é palhaçada!

06/02/2012 | 22h17 Denunciar

DANIEL

DEIXA EU ENTENDER NOVAMENTE: o tal promotor nao abstece o carro ou abastece gratuitamente? Ou estamos descobrindo que somos nos, OS OTARIOS CIDADAOS, QUE PAGAMOS ESTA CONTA TAMBEM? É isto?

06/02/2012 | 22h16 Denunciar

Ademir

O MP vai investigar de novo, esse filme já passou varias vezes e o final é sem pre o mesmo. Não precisa mobilizar o MP para saber o que existe nos postos de P.Alegre, basta um pouquinho de inteligencia.

06/02/2012 | 22h01 Denunciar

Paulo Renato

Esse negocio de ANP e MP fiscalizar postos de combustiveis e pura balela, eles perdem tempo fiscalizando e nao da em nada mesmo,eles falam isso so para querer mostrar servico, no minimo os funcionarios dessas autarquias estao planejando algo, ja ja eles fazem uma greve pleiteando aumento salarial.

06/02/2012 | 21h51 Denunciar

hermes f maia

agora? depois de mais de 10 anos? resolveram trabalhar? e também podem terminar com esta palhaçada de posto de combustível usar uma moeda diferente, a divisão do real é centavos, não milheiros. a demora é resultado de não por a mão no próprio bolso na hora de abastecer.

06/02/2012 | 21h42 Denunciar

Günther

KK, mais uma vez irão investigar, kk Todo Portoalegrense sabe o que se passa com o preço do combustível em POA e nunca acontece nada aos donos de postos. O saldo é que o povo irá pagar a conta nos postos de comb. (como sempre foi) e o salário do pessoal da ANP e MP. Como sempre nada será provado.

06/02/2012 | 21h38 Denunciar

fernando perazzo

E NÓS DO INTERIOR QUE SE DANEM? TEM DE INVESTIGAR ESTA MÁFIA EM TODO ESTADO...

06/02/2012 | 21h28 Denunciar

DANIEL

Deixa eu entender: entao os nobres promotores (da Natura, é claro?) vivem em P Alegre, alguns a muitas decadas, e nao tinham percebido que os precos de combustiveis, na Capital gauderia, sao COMBINADOS? É isto? Nao é de graca que a Min Eliana Calmon esta sendo atacada. E os cidados pagando a farra.

06/02/2012 | 20h31 Denunciar

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