Segundo o ministro uruguaio Luis Almagro, uma proposta a favor da Venezuela foi bem recebida em uma reunião de conselheiros do bloco.
O senador e ex-presidente uruguaio Luis Lacalle, um dos fundadores do Mercosul, afirmou que aprovar a incorporação da Venezuela será "uma sentença de morte", uma vez que o Tratado (de Assunção, que rege o bloco) tem requisitos jurídicos internos que foram ignorados.
— Estão matando o Mercosul — disse Lacalle, que considera a decisão um ataque ao Paraguai.
O Senado paraguaio tem se recusado a admitir a entrada da Venezuela no bloco, pois sustenta que o país do presidente Hugo Chávez vai contra as regras democráticas.
No entanto, a súbita presença de Chávez na cúpula, conhecida apenas na noite de segunda-feira, parece um indício de que se aprovará uma fórmula para a entrada do país caribenho no bloco. Até agora, a reação do Paraguai não é conhecida, embora o presidente Fernando Lugo seja a favor da inclusão da Venezuela no Mercosul.
Segundo o chanceler Antonio Patriota, falou-se também na "modernização" dos mecanismos institucionais do Mercosul, para acelerar as adesões de novos membros — entre eles o Equador que, na reunião desta terça-feira, pedirá a sua inclusão no bloco regional como membro pleno.
Espera-se uma anúncio formal nesta terça-feira quando os presidentes José Mujica, do Uruguai, Cristina Kirchner, da Argentina, Dilma Rousseff, do Brasil, e Lugo se reúnem para decidir o andamento do bloco.
Os chefes de Estado Sebastián Piñera, do Chile, e Evo Morales, da Bolívia, não participam do evento. Quem estará presente é Rafael Correa, presidente do Equador, que antecipou no sábado que irá solicitar o ingresso para o Mercosul.












