Atividade econômica12/12/2011 | 15h31

Brasil tem terceira maior desaceleração entre 39 países, aponta OCDE

Organização assinala desaceleração das maiores economias em outubro

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As principais economias mundiais seguem em processo de desaceleração, segundo os índices compostos que indicam as tendências da atividade econômica, divulgados nesta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE). Entre os dados de 39 países levantados pela organização, o Brasil registrou a terceira maior desaceleração entre outubro de 2010 e outubro de 2011, passando de 102,3 para 94,2 pontos, ficando atrás apenas de Finlândia (com queda de 105,3 para 95,4 pontos) e Índia (que recuou de 101,9 para 93,1 pontos). No levantamento, a organização contabilizou os dados de 33 dos 34 países-membros da OCDE e de outras seis economias.

— Estes índices compostos calculados em outubro continuam demonstrando uma desaceleração da atividade econômica na maioria das grandes economias, apesar das variações de intensidade na desaceleração — afirmou a entidade, que agrupa a maioria dos países ricos do planeta.

Na comparação contra o mês anterior, o indicador, elaborado para antecipar eventuais inflexões da atividade econômica, retrocedeu 0,3% em outubro. É a oitava queda mensal consecutiva para a zona OCDE, integrada por 34 países. No G-7 dos países mais industrializados também caiu 0,3%, em seu sétimo retrocesso consecutivo.

Os investimentos de tendência costumam preceder em cerca de seis meses os da atividade econômica, de acordo com a organização.

— Os índices compostos avançados do Canadá, China e Estados Unidos continuam assinalando uma desaceleração da atividade econômica em torno de sua tendência a longo prazo, mas com um leve retrocesso — em relação ao mês anterior, indica a OCDE.

No Brasil, França, Alemanha, Índia, Itália e no Reino Unido, assim como na Eurozona, "os índices compostos avançados continuam assinalando fortemente uma atividade econômica abaixo de sua tendência a longo prazo", acrescenta.

ZERO HORA, COM INFORMAÇÕES DA AFP

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