O presidente americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira, depois de um encontro com líderes da União Europeia sobre a crise da zona do euro, que os Estados Unidos estão prontos para ajudar a Europa a resolver problemas fiscais.
— Quando a Europa está se contraindo ou está tendo dificuldades, então é muito mais difícil para nós criar bons empregos — disse Obama depois de receber representantes da UE na Casa Branca, comentando sobre o potencial de um desastre fiscal europeu recair sobre os EUA.
O presidente dos EUA destacou repetidamente sua inquietação sobre a crise da zona do euro e os esforços hesitantes para melhorá-la, o que pode gerar um preço alto se o pânico da economia saltar o Atlântico e desacelerar a recuperação americana, enquanto Obama busca sua reeleição.
Um estudo da agência de avaliação de crédito Fitch, publicado na semana passada, alertou que a exposição do setor financeiro dos EUA a países europeus e bancos é "muito grande".
Obama recebeu o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, o presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, a alta representante da UE, Catherine Ashton, e outras autoridades para conversas e um almoço na Casa Branca.
Em uma declaração conjunta, ambos os lados disseram que tomariam "todas as medidas necessárias" para por fim à crise da dívida do continente.
Em meio a temores que o tempo de uma solução política para a o problema da dívida crescente da UE possa ter passado, os Estados Unidos também lançaram mensagem de apoio ao parceiro transatlântico.
— Os Estados Unidos exaltam as ações e a determinação da UE em tomar todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade financeira da zona do euro e resolver a crise — informou a declaração conjunta.









