19/10/2010 | 17h12

Tarso prevê "muitas resistências" em mudanças na Previdência

Governador recebeu da Agenda 2020 uma carta de compromisso com a futura administração

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Tarso prevê "muitas resistências" em mudanças na Previdência Adriana Franciosi/
Tarso e empresários como Jorge Gerdau Johannpeter, que participou da reunião, falaram sobre reforma da Previdencia Pública no RS Foto: Adriana Franciosi

O governador eleito Tarso Genro defendeu a adoção de um pacto político-econômico no Rio Grande do Sul para superar as históricas desigualdades regionais que impedem o desenvolvimento do Estado. Segundo Tarso, só o fortalecimento da sociedade civil será capaz de acabar com os privilégios que emperram o desenvolvimento. Ao se referir ao déficit da Previdência estadual, o novo governador disse que o tema será tratado como prioridade em sua administração.

— Sobre previdência estadual, tenho uma concordância profunda com as propostas da Agenda 2020. Temos de estabelecer um piso decente para os servidores e um teto salarial, a partir do qual cada servidor pode melhorar sua aposentadoria com um sistema de previdência complementar. Espero muitas resistências a essa proposta. E a primeira delas virá do poder judiciário.   

Em gráfico, confira os diagnósticos, propostas e projetos da Agenda 2020:



As declarações foram feitas durante reunião com os integrantes da Agenda 2020 na tarde desta terça-feira no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Durante o evento, os integrantes entregaram o caderno de propostas e uma carta de compromisso dos integrantes da Agenda com a futura administração, se comprometendo a três propósitos: juntar ao trabalho do poder público os esforços de centenas de voluntários e instituições na busca de um RS com melhor qualidade de vida, auxiliar o governo nos momentos decisivos do Estado e promover e priorizar o diálogo entre a sociedade civil organizada e poder público.

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que participou da reunião, também defendeu ampla reforma da Previdencia Pública no RS. Segundo Gerdau, quem paga pelo déficit de R$ 4 bilhões anuais do sistema previdenciário do Estado é a população de baixa renda por meio de impostos sobre produtos de consumo essencial.

— As contas não fecham. A reforma é urgentíssima para atacar privilégios adquiridos que atrasam nosso desenvolvimento.

Comentar esta matéria Comentários (1)

CLAUDIOPOA

Petistas não fazem reforma alguma, ainda mais para modernizar e para tornar mais eficiente a máquina pública, por são completamente comprometidos com a causa dos CORPORATIVISMOS. Alias é dela que se nutrem. Vejam o governo Lula, em quase 8 anos de governo não fez nenhuma reforma importante nas estruturas do país.

19/10/2010 | 20h09 Denunciar

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