O ritmo acelerado de financiamentos habitacionais executados pela Caixa Econômica Federal nos últimos meses vem causando atrasos na assinatura de contratos e desencontro de informações entre as agências em Porto Alegre. O volume de negócios surpreendeu a própria instituição financeira, que precisou remanejar os recursos para atender à demanda no Rio Grande do Sul.
Nos primeiros cinco meses de 2010, o montante liberado no Estado foi 72% superior ao do mesmo período do ano passado. O forte movimento fez com que o prazo médio de 15 dias para assinatura de contratos passasse para mais de um mês. No caso dos porto-alegrenses Márcia Conte e Fabiano Cardoso, a espera exige mais paciência. Com o apartamento escolhido no bairro Cristal desde março, os noivos ainda não conseguiram efetivar os recursos.
Estamos com a documentação aprovada e sem nenhuma previsão de liberação conta a administradora de empresas Márcia, 32 anos, que esperava se livrar do aluguel em maio.
Na quarta promessa da Caixa de assinatura de contrato, em 10 de junho, o casal frustrou-se novamente ao ser informado de que os recursos para a linha de carta de crédito FGTS estavam congelados por falta de verbas:
No final do mês, completará 90 dias da compra na imobiliária. Se até lá não estiver resolvido, teremos de pagar multa, além de correr o risco de perder o apartamento escolhido.
Na Capital, enquanto algumas agências da Caixa informam que a linha está liberada, outras afirmam que as operação de carta de crédito FGTS estão paradas até o mês de julho. Conforme o gerente regional de Negócios da Construção Civil da Caixa em Porto Alegre, Pedro Lacerda, não há falta de verba para atender a demanda, mas necessidade de deslocamento de recursos de uma região para outra, medida já adotada pelo banco, diz. A escassez em algumas agências, alega, é resultado do surpreendente volume de negócios reflexo da melhora do cenário econômico, da ampliação dos prazos de pagamento e da redução do juro.
Essa velocidade é histórica salientou Lacerda, garantindo porém, que ninguém vai deixar de fazer o financiamento por falta de verbas. Pode ocorrer é um pequeno atraso.
Até o final do ano, a Caixa projeta uma execução orçamentária próxima de R$ 4 bilhões no Estado, incluindo todas as linhas de financiamento.
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| O que fazer |
| - Apesar do atraso, a Caixa informa que todas as agências estão aptas a contratar financiamentos para a compra de imóveis |
| - Informações: 0800-7260101 |
| - No site www.caixa.gov.br, é possível fazer simulações de valores |













