Os produtores brasileiros das culturas de inverno, especialmente o trigo, terão R$ 3 bilhões para custeio e comercialização da safra, o que, segundo o Ministério da Agricultura, é uma elevação de 5% em relação ao ano passado. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.
Os recursos fazem parte de um pacote de R$ 28,3 bilhões para investimentos, que são resíduos do valor de R$ 115 bilhões do Plano Safra do governo federal, anunciado no ano passado. Outras importantes mudanças foram anunciadas, como o aumento de 50% no recurso para o seguro rural, de R$ 60 milhões para R$ 90 milhões, além do aumento de 6% no preço mínimo da cultura do trigo, de R$ 501 para R$ 531 a tonelada, valor abaixo do pedido pelos produtores de R$ 576.
Conforme o ministro, a ideia é aumentar o apoio do governo para aumentar a produção de trigo para evitar problemas de abastecimento do mercado interno.
— Temos que garantir mais eficiência, mais produção e mais competitividade aos produtores de trigo. Os produtores precisam sentir a mão do governo ao seu lado, esta é a nossa meta — afirma Mendes.
Os representantes do triticultores gaúchos avaliaram como positivo o anúncio feito pelo governo federal. O Rio Grande do Sul deve tomar cerca de 40% dos R$ 3 bilhões para custeio e comercialização. Para o presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Hamilton Jardim, não vai faltar verba para o produtor.
— Com este anúncio podemos dizer que a área do trigo na próxima safra deverá chegar a 1,1 milhão de hectares — projeta Jardim.
O plano do governo federal se soma ao anunciado na segunda-feira pelo governo estadual que, com recursos do Banrisul, vai disponibilizar R$ 250 milhões para apoiar os produtores das culturas de inverno.













