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Oriente Médio04/02/2013 | 16h17

Leitor conta sobre experiência filosófica em Israel

Tudo parece calmo, mas amistosidade não é a palavra certa, já que pode ser visto até namorados se beijando agarrados a fuzis pela cidade

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Leitor conta sobre experiência filosófica em Israel Arquivo pessoal/arquivo pessoal
Guilherme Steffens Foto: Arquivo pessoal / arquivo pessoal
Guilherme Steffens

Oriente Médio, Ásia Ocidental, Israel. Passei Jericó, cruzei Nazaré, cheguei à Galileia. Passei a noite num kibutz, em frente a um bunker, a poucos quilômetros do Líbano. Tudo parece calmo, mas amistosidade não é a palavra certa. Vi namorados se beijando agarrados a fuzis.

Em Jerusalém se vai para buscar saber, entender e volta-se ainda mais confuso. Sua religião foi edificada sobre uma rocha, mas é mais uma. Boiar no Mar Morto qualquer um boia, mas só quem acredita caminha sobre a água de um maravilhoso Tiberíades. Mas e por que salva-vidas junto ao Mar Salgado? As placas em hebreu e árabe o aconselham a jamais mergulhar a cabeça na água, sob o risco de não enxergar!

O país é de primeiro mundo. Em Tel-Aviv, uma praia esplendorosa onde o conflito de tradições e culturas em que se mergulha fazem esquecer que o mar que o costeia é o maravilhoso Mediterrâneo. Não há cachorro solto e todo cão por lá tem chip. Um turismo forte e preparado onde pessoas falando inglês fluente não surpreendem. A atendente do hotel me diz que vem a pé, à meia-noite, caminhando sozinha. Mas na porta, todos os manobristas estão armados com pistolas.

Sexta começa. Ou termina. Shabat. Dois dias sem internet. Elevadores no automático. O hotel é ao lado da base das Nações Unidas. O centro moderno se mistura a resquícios do poder louco de um Herodes não tão distante. E pergunta-se por onde andou Jesus? Um Palácio de Herodes na Maravilhosa Cesareia Marítima, outro na histórica Massada. Desertos infindáveis e suas ricas histórias. Qumram e as famosas cavernas aonde um dia se achariam pedaços do Antigo Testamento.

O mapa tenta me explicar, em cores que se confundem, o que deve ser palestino. Há réplicas de metralhadoras para crianças em todo lugar. Vi dentro do Templo, inclusive.

No Monte Herzl, o Museu do Holocausto vai fazê-lo chorar. Haiffa e o Templo da Fé Bahai! Imperdível! Em Israel, a paz é aparente? Não conseguem me responder. De certo mesmo é que o sol é implacável.

Estive algumas vezes nos Estados Unidos, sempre uma excelente viagem na sua beleza em concreto. Estive na Europa, um passeio, um aprendizado em cada esquina com ares de romantismo medieval. Estive na África, vi suas belezas e a beleza do negro livre, mas ainda distante da realidade. Israel não é uma viagem, Israel não é um passeio. Israel é muito mais do que isso: Israel é uma experiência filosófica.

Em Israel, a paz é aparente

Comentar esta matéria Comentários (2)

guilherme steffens

Caro Roberto Filosofia vem do grego e significa amor à sabedoria.Desenvolve-se pela reflexão de idéias(ou visões de mundo) em uma situação geral ou abstrata (pode ser uma viagem e suas nuances, por exemplo). Vc não é burro não, mas ainda tá em tempo de começar a pós...pra aperfeiçoar né...

25/03/2013 | 17h47 Denunciar

Ronaldo Costa

Os senhores me convenceram. Sou muito burro, pois apesar de formação acadêmica em filosofia, não consegui observar na experiência relatada, o fundo filosófico, vi sim um relato de fatos conhecidos sobre a realidade da sociedade judaica em Israel, que tem como subjacente violência, não filosofia.

05/02/2013 | 02h43 Denunciar

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