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A bordo25/01/2013 | 08h01

Marina em Chapecó é opção para curtir o verão longe da praia

Centro náutico na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina virou alternativa de turismo para os gaúchos da Região Norte

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Marina em Chapecó é opção para curtir o verão longe da praia Diogo Zanatta/Especial
Marina já tem até lista de espera para abrigar embarcações Foto: Diogo Zanatta / Especial

Um centro náutico na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina virou alternativa de turismo para os gaúchos da Região Norte. Cercada pelos morros dos municípios de Erval Grande e Chapecó, a marina, instalada no lado catarinense, já tem lista de espera para abrigar embarcações. O médico gaúcho Dejair Antonio Pazzini, 60 anos, tem trocado os finais de semana no apartamento em Balneário Camboriú para divertir-se no iate que deixa no Rio Uruguai.

— Escutamos apenas o som dos pássaros e das lanchas passando. É uma diversão diferente, longe dos engarrafamentos e da poluição sonora do Litoral — conta o morador de Erval Grande.

A embarcação de Pazzini é a maior ancorada no Centro Náutico Faé atualmente. Ele a adquiriu há três anos, mas prefere não revelar o investimento. Apenas comenta que o custo mensal para manter o iate passa dos R$ 2 mil.

Um dos confortos que a marina oferece é a comunicação por rádio. É só passar uma mensagem para os proprietários do local, o casal Rogério e Fabiane Faé, para encomendar bebidas ou petiscos do bar. Para receber a entrega, basta a embarcação encostar no píer da marina, sem ninguém precisar sair do barco. A sensação, segundo Pazzini, é a porção de peixe frito.

O casal Faé tem o centro náutico em Chapecó há 12 anos, mas viu o empreendimento dar um salto em 2010, após a instalação da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó. Eles e outros proprietários dos terrenos às margens do rio inundados com a obra receberam indenizações. Com a usina, o casal Faé pôde investir R$ 3 milhões na reconstrução do centro náutico. A estrutura hoje tem bar, banheiros e sete cabanas para aluguel.

A maior vantagem da Foz do Chapecó, para o casal, foi o aumento do nível do rio. Segundo Rogério, o Uruguai subiu cerca de 30 metros, possibilitando a navegação de embarcações maiores. Desde 2010, o número de barcos subiu de 30 para 80, sua capacidade máxima.  

Tirolesa é diversão extra

O aumento na procura da marina levou os Faé a investir mais no turismo, com a instalação de uma tirolesa interestadual, em fevereiro do ano passado. Com ajuda de um sócio, o casal investiu R$ 150 mil no brinquedo, que começa no município de Erval Grande, atravessa o Rio Uruguai, e termina em Chapecó. A tirolesa tem 1,3 mil metros de extensão e inicia a 80m de altura. A velocidade da descida, que dura cerca de um minuto, varia com o peso da pessoa, mas pode chegar a 100km/h, segundo Rogério.

— Recebemos visitantes que querem apenas passear na tirolesa — explica Rogério. A entrada na marina é gratuita e o passeio de tirolesa custa R$ 30 por pessoa. Já a diária das cabanas, que têm capacidade para quatro pessoas, custa R$ 150.

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