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Emirados Árabes23/01/2013 | 08h02

Conheça Dubai, uma cidade ao mesmo tempo simples, complexa, luxuosa e rústica

Na prática, Dubai é uma cidade ocidental com um pezinho no Oriente, e não o contrário, como às vezes pensamos

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Conheça Dubai, uma cidade ao mesmo tempo simples, complexa, luxuosa e rústica Thiago Medeiros/Arquivo Pessoal
Foto: Thiago Medeiros / Arquivo Pessoal

Alguns podem até se decepcionar, mas a primeira impressão sobre Dubai é que não existem mais mistérios no mundo. Aqueles que esperam viver uma experiência exótica vão se surpreender com todos os passos e as características esperadas de uma viagem internacional: alfândega burocrática, taxista no desembarque, lojinhas e pessoas falando em inglês e circulando com roupas familiares.

A inspiração megalomaníaca da arquitetura local começa no aeroporto. A construção é imensa, alta e espaçosa. Para quem está acostumado com os aeroportos brasileiros, a surpresa é bem-vinda. Todas as placas têm versão em inglês e todo mundo está pronto para receber o turista. A proficiência em inglês do povo, inclusive, me acompanhou em toda a viagem.

Na prática, Dubai é uma cidade ocidental com um pezinho no Oriente, e não o contrário, como às vezes pensamos. E isso é bom porque a estrutura está pronta para se passear à vontade, sentir o gostinho de uma cultura diferente, mas com segurança de país europeu.

E como tem coisa para fazer. Conheci um pouquinho de tudo. Meu passeio começou pela mesquita Jumeirah, a única na cidade aberta ao público. Eles têm um programa chamado “Open Doors, Open Minds” (“portas abertas, mentes abertas”, na tradução do inglês) para incentivar o conhecimento sobre a cultura muçulmana. Além de apresentar a liturgia, há também atividades para conhecer a cultura e a comida local.

Conversas, compras e camelos no deserto

Na região da Al Bastakiya, conheci o centro histórico da cidade. Essa foi uma boa oportunidade para visitar museus e conhecer a história local e dos Emirados Árabes. Ali, inclusive, alguns nativos, ou emirates, dispõem-se a conversar com os turistas e explicar tudo sobre o lugar. A conversa é em inglês.

Ao lado fica o souk, o mercado tradicional de países árabes. É o melhor local para comprar presentes, como lenços, tâmaras e temperos. Dubai é um dos maiores mercados mundiais de ouro e esse é, sem dúvida, o centro comercial para isso.

Para quem prefere opções de compras mais ocidentais, o emirado é um prato cheio. Conheci três grandes centros comerciais, cada um com um destaque. No Outlet Mall, óbvio, são os preços. Mas não espere descontos tão grandes como nos outlets americanos. O Dubai Mall é o maior shopping do mundo, e essa estrutura monstruosa é realmente impressionante, com a maioria das grandes marcas de roupas e joias. Já o Mall of Emirates é famoso pela pista de esqui indoor.

Outras atividades interessantes são o passeio pelas dunas do deserto, com direito a montar em um camelo, conhecer o impressionante metrô e navegar nas águas do Golfo Pérsico.

Onde os hotéis são atrações turísticas

Os hotéis de Dubai são um capítulo separado. Eu classifico em três grandes tipos: os mais simples, os tipo resort e os superchiques. Eu conheci opções adequadas para uma família com diárias de R$ 200, o que é considerado simples para os padrões de Dubai.

Já os resorts buscam oferecer soluções completas para o passeio, como hospedagem, refeições e atividades recreativas. Eu dei um pulo no Atlantis, um dos maiores nas novas ilhas artificiais em formato de palmeira. Lá me impressionei com o parque aquático, que tinha até atividades com golfinhos – opções abertas mesmo para quem não está hospedado.

Por último estão os locais mais chiques, mas a maioria tem atividades para turistas. Uma opção é o Burj Kalifa, o prédio mais alto do mundo, com seus 828 metros, mais de 160 andares e 57 elevadores. A entrada no arranha-céu custa cerca de R$ 50 para visitas agendadas. A vista é impressionante.

Outra parada obrigatória é o Burj Al Arab. O hotel mais luxuoso do mundo é facilmente identificado pelo formato de vela náutica. A entrada é exclusiva para hóspedes e clientes dos restaurantes. A dica mais em conta é o sofisticado café da tarde no Sahn Eddar, por cerca de R$ 200 por pessoa.

 
Toboágua de um resort
Foto: Thiago Medeiros/Agência RBS

 
Aquário no Resort Atlantis
Foto: Thiago Medeiros/Agência RBS

 
Praia particular de um resort
Foto: Thiago Medeiros / Agência RBS

Dicas de quem conhece

Durante meu passeio, conheci a guia de turismo Rogéria Loureiro, que falou um pouquinho da sua experiência. Gaúcha de Guaporé, ela mora em Dubai há dois anos e meio:

A vida e os mitos de Dubai

“Nossa experiência aqui tem sido maravilhosa. Dubai é uma cidade supersegura, limpa, organizada, e somos muito bem tratados aqui como estrangeiros. Na verdade, a população estrangeira constitui 89% dos moradores. Existem muitos mitos sobre Dubai, como, por exemplo, que é uma cidade caríssima, que as estrangeiras têm que andar cobertas dos pés à cabeça, ou que não podemos usar biquíni na praia. Isso tudo é lenda. Existe uma variedade imensa de hotéis, restaurantes, bares, enfim, muita coisa legal para fazer com preços super em conta. Sobre vestimenta, pode-se usar biquíni na praia tranquilamente e roupas nos nossos moldes, claro, com bom senso.”

Sugestões para os gaúchos

“Sobre bares e restaurantes, a cidade é bastante farta, tem para todos os gostos e preços. Tem acontecido festas brasileiras aonde o pessoal vai para ouvir e dançar música brasileira e, claro, encontrar-se com os conterrâneos. Todo mês tem um show da cantora brasileira Aline Lazzari. O bar se chama Carters. O pessoal tem ido prestigiar o show, e isso tem virado ponto de encontro de brasileiros.

Pensando em um lugar imperdível, cito o Madinat Jumeirah. Trata-se de um complexo com três hotéis, shopping, restaurantes e bares de frente para um canal de água do mar. Chamam de “Veneza das Arábias”. É um lugar belíssimo tanto de dia como à noite. Sua construção foi inspirada na parte antiga de Dubai, em tons de areia e com as famosas torres de vento que dão um charme especial ao lugar.”

Para viajar

- Os Emirados Árabes usam o sistema métrico. O fuso horário é +4 GMT. As tomadas são 220v.

- A moeda local é o UAE dirhams, que tem uma cotação fixa de 3,7 para cada dólar americano. Há casas de câmbio no aeroporto e espalhados pela cidade, mas cartões de crédito são bem aceitos.

- O visto é necessário para os turistas brasileiros, mas pode ser conseguido pela internet.

- A Emirates é a única empresa aérea com voos diários para Dubai saindo do Brasil (São Paulo e Rio). Para dias de semana, os preços variam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Outras companhias fazem o trajeto saindo de cidades fora do país.

*O jornalista viajou a convite da Emirates Airlines

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