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Eu estive lá03/12/2012 | 18h31

Munique, a cidade em que tudo funciona

Leitora se impressionou com a limpeza, o transporte e a mobilidade urbana da cidade alemã

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Munique, a cidade em que tudo funciona Cleusa Maria Konopka Kupske/Arquivo pessoal
Cleusa no Hofgarten (jardim real) aparecendo ao fundo a fachada frontal da Residenz (antiga Residência Real) Foto: Cleusa Maria Konopka Kupske / Arquivo pessoal
Cleusa Maria Knopka Kupske
Em maio do ano passado, eu e minha filha Raquel fomos para Munique, capital da Baviera. Conhecemos essa cidade maravilhosa e seu povo trabalhador, cordial e prestativo. Impressionou-nos o fato de que em Munique tudo funciona. Tudo é limpo e organizado. A bicicleta é muito usada como meio de transporte, também o trem elétrico e o metrô. Por isso, na hora do rush não existe congestionamento de carros e nem barulho de buzinas.

Munique é conhecida pela Oktoberfest (maior festa da cerveja do mundo), mas visitá-la na primavera ou no verão também é excelente. A cidade fica repleta de turistas de várias partes do mundo.

Nosso primeiro passeio foi à Marienplatz, que é a praça central na parte histórica da cidade. Ali estão situados a Antiga Prefeitura (Altes Rathaus) e a Nova Prefeitura (Neues Rathaus). A Nova Prefeitura tem em sua fachada central uma série de bonequinhos que fazem uma linda encenação ao som dos sinos tocando.

Próximo à Marienplatz está situada a Wittelsbacher Residenz, antiga residência dos reis e rainhas, hoje transformada em museu com seus 130 aposentos. Ali também fica o Museu do Tesouro, onde estão as coroas e joias usadas pelos soberanos, feitos em ouro e cravejados de pedras preciosas.

Munique conta com várias igrejas. A maior delas é a Frauenkirche, com suas duas cúpulas verdes dominando a cidade. No seu interior é possível observar o enorme órgão localizado na parte posterior e escutar seus acordes simplesmente maravilhosos. Tem também a igreja de Michaelskirche, dedicada a São Miguel Arcanjo e que tem no interior de sua cripta os restos mortais dos soberanos da Baviera. Inclusive os do Rei Ludwig II, que é o monarca mais famoso e que foi, na época, o mais querido pelo seu povo. Ao ser deposto, em 1886, teve um fim trágico.

Como se vê, Munique conta sua história através através de castelos, igrejas, das torres da antiga muralha, museus, praças e também através da sua gente. Vale a pena simplesmente caminhar pelas ruas e olhar cada detalhe da fachada dos prédios, os domos nos telhados, as janelas floridas, os surfistas nas ondas do rio Eisbach, o Englischer Garten ou os cisnes, alvos como a neve, nas águas do castelo de Nymphenburg.

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