No último mês de julho, passei uns dias com a família em São Francisco do Sul, localizada a 200 quilômetros ao norte de Florianópolis, onde moro. Já conhecia a cidade, mas a visita havia sido rápida e a trabalho.
Pratico surfe há mais de 20 anos e já tinha ouvido falar superbem das ondas da Prainha e da Praia Grande. A chance de surfar boas ondas ajudou na decisão de rumar para lá. Mas combinar esporte e turismo histórico impactou mais. Seria a chance de conhecer parte da cultura e da história de Santa Catarina. Além disso, minha filha Marina, nove anos, havia perguntando sobre o Museu do Mar devido a um trabalho na escola.
De carro, pela BR-101, sentido Florianópolis-Curitiba, a viagem é tranquila. A dica é sair cedo e fazer a viagem de dia.
Em São Chico, chegar até o Centro Histórico pode ser complicado. Há placas para orientação, mas um GPS amigo sempre ajuda. Fomos recebidos com educação e gentileza pela funcionária do posto de atendimento ao turista. Ela nos mostrou mapas, ligou para hotéis e ensinou como chegar à praia. Hospedamo-nos em um hotel na Prainha, considerada pelos surfistas um local consistente em termos de ondas boas – e eles têm razão.
A Marina adorou as visitas ao Museu do Mar e ao Museu Histórico. Foi como presenciar a materialização do conteúdo visto na escola. Até hoje, em casa, ela comenta sobre o “medo de ser esquecido na cela solitária” que visitamos na Cadeia Pública, construída no século 18.
Foram dias agradáveis e insuficientes para conhecer tudo. Ficaram faltando o Forte Marechal Luz e as praias de Ubatuba e Capri. Mas São Francisco do Sul é tão perto que é certo que voltaremos. E como estavam as ondas? Com um metro de altura e formação regular. Boas o suficiente para me fazer voltar no próximo verão.












