A então TV Gaúcha transmitia aos domingos disputas de luta livre, que eram realizadas no Ginásio da Brigada Militar, em Porto Alegre. O programa emocionava públicos de todas as idades, com performances ensaiadas por lutadores que faziam grande sucesso na época. Os quatro programas da série fazem um panorama da luta livre no Brasil, desde o início, mostrando grandes ídolos como Scaramouche, Ted Boy Marino, Stiner, Marcel Serdan.
Pessoas diretamente envolvidas com os programas, como Teti Alfonso, Éldio Macedo, Sérgio Reis, João Carlos Belmonte e Angelo Garbarski, contam os bastidores de como as lutas eram encenadas. Mestres do Ringue enfoca as lutas desde quando eram simplesmente divertimento, em que os lutadores eram divididos em heróis e vilões (e o bem quase sempre vencia o mal) até a atualidade, em que, além de esporte, as lutas são um negócio lucrativo em todo o mundo.
– Vamos retratar um pouco da luta livre "espetáculo", desde quando chegou ao Brasil nos anos 1960, até as atuais lutas "televisivas", o MMA, e suas diferenças com a luta livre – explica o diretor Vini Nora.
Os quatro episódios:
O começo
Nas noites de domingo dos anos 1960, no Ginásio da Brigada Militar em Porto Alegre, era realizado o Ringue Doze, programa de luta de telecatch, transmitido pela então TV Gaúcha, hoje RBS TV. O programa recorda antigos lutadores como Scaramouche, Zíngaro, Stiner, Mr. Argentina, Rando e Índio Kindar. Eles lembram do sucesso da época, quando eram considerados ídolos, e como o esporte acabou virando um hit de audiência. A chegada dos mascarados estrangeiros e a rede de lutadores pelo Brasil também são temas deste episódio. Pessoas diretamente envolvidas com os programas, como Teti Alfonso, Éldio Macedo, Sérgio Reis, João Carlos Belmonte e Angelo Garbarski explicam como as lutas eram encenadas. Depoimentos de Cláudio Brito, Sérgio Boaz e Luiz Carlos Martins completam o programa.
Os lutadores
No ringue, o bem contra o mal, os mocinhos contra os vilões. O segundo programa da série recorda como eram os treinamentos, os favoritos do público, a escolha dos figurinos, a fama dos lutadores da época. A atração mostra ainda por onde andam os ídolos Scaramouche, o lutador que se tornou escultor, e Índio Kandar, que hoje é dono de um bar. O apresentador Éldio Macedo e o juiz Bitencourt, odiado pelo público por proteger os vilões, também são lembrados neste episódio. O empresário Teti Alfonso e Fernando Marino, filho de Ted Boy Marino, falam da chegada e do sucesso do lutador no Brasil.
De volta à estrada
No final dos anos 1970, os embates perdem a força na TV, e os espetáculos de luta livre voltam para a rua. Os lutadores se organizam em grupos e, em circos e caravanas, viajam pelo Brasil. O programa mostra as diferenças regionais entre os programas de televisão e os lutadores, bem como a formação dos Astros do Ringue, maior empresa de luta livre do país. Destaque para os depoimentos dos filhos dos lutadores e a história de alguns pais que não contavam para os filhos qual era a sua profissão.
Nos dias de hoje
O quarto e último programa mostra como estão organizadas as empresas e academias de luta livre atualmente. Os eventos atuais de que os lutadores participam na tentativa de manter o espírito da luta aceso nas novas gerações também são um dos temas do episódio. Mestres do Ringue mostra ainda quem são os novos lutadores, destaca o aumento da participação das mulheres e as novas regras do catch. Os lutadores que migram do telecatch para o MMA, mas que não abandonam a paixão pela luta livre, também dão seus depoimentos. Outros especialistas que comentam o assunto são Cláudio Brito, Sérgio Boaz e Caju Freitas, além do lutadores Zíngaro, Stiner, Scaramouche, Jeca Tatu Cardoso, Atlas, Tony Lima, Garoto de Prata, Homem Montanha, Bob. Jr. e Michel Serdan.








