Bowie essencial18/03/2013 | 21h23

Relembre oito clássicos de todas as fases de David Bowie

O camaleão do rock acaba de lançar "The Next Day", seu primeiro registro em dez anos

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Relembre oito clássicos de todas as fases de David Bowie Jimmy King/Divulgação
Conhecido por sua constante reinvenção, David Bowie quebrou o silêncio de dez anos e acaba de lançar "The Next Day" Foto: Jimmy King / Divulgação

Inspirados pelo lançamento de The Next Day, jornalistas do Segundo Caderno elencaram suas canções favoritas do camaleão do rock.

Confira e sugira a sua.

Primeiro disco de David Bowie em dez anos, The Next Day é o trabalho de um provocador incorrigível.

Life on Mars? – Hino que vai da melancolia pop ao refrão épico, enumerando imagens e situações que, apesar do aparente nonsense, descrevem momentos diferentes da história humana como uma únida linha de solidão. (Carlos André Moreira)

Absolute Beginners (1986) – Não faltam detratores para o David Bowie dos anos 1980, mas este single da trilha sonora do filme homônimo de 1986 é uma boa amostra da faceta romântica e pop do músico. (Patrícia Rocha) 

Space Oddity (1969) – Entendi melhor como a vida funciona depois de ouvir Space Oddity pela ducentésima vez, vencendo madrugada adentro os quase 500km da Rodovia Anhaguera. É o hino dos melancólicos, a cartilha dos cínicos, uma música que poderia ter sido escrita pelo Woody Allen. A Terra é azul e não há nada o que se possa fazer, apenas aceitar. Aceitar a finitude humana, aceitar sua insignificância diante do todo, aceitar que você nunca mais verá as estrelas brilhando da mesma forma. Liberte-se do controle terreno e voe pelo espaço para nunca mais voltar. Nunca mais. (Gustavo Brigatti)

Changes (1972) – Um dos hits mais conhecidos do camaleão. A letra retrata as mudanças pelas quais o artista sempre passou e que se tornaram uma espécie de marca de sua carreira. (Cláudia Laitano)

1984 (1974) – Baseada no livro homônimo de George Orwell, foi pensada para uma peça musical nunca produzida sobre a obra. O estilo funkeado do instrumental mostra um rumo que Bowie tomaria logo em seu próximo disco, Young Americans (1975). (Roger Lerina)

The Man who Sold the World (1970) – Faixa título do terceiro álbum de David Bowie, tem em sua letra o conto de um homem que encontra alguém muito parecido consigo. É seguidamente considerada um retrato de Bowie e suas múltiplas personalidades.

Modern Love (1983) – Segundo Bowie, é uma música inspirada em Little Richard. É a primeira faixa e o terceiro single lançado de seu álbum de grande sucesso Let's Dance. (Daniel Feix)

Young Americans (1975) – Em sua nova virada musical, Bowie aderiu à pegada soul e se aproximou das pistas de dança. Além de Young Americans, outro clássico é Fame, com letra coescrita por John Lennon. (Francisco Dalcol)

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