A ministra da Cultura Marta Suplicy voltou a afirmar nesta sexta-feira que o Vale-Cultura não poderá ser usado no pagamento de TV a cabo. A discussão começou no final de fevereiro, quando a ministra falou que o benefício valeria para a TV por assinatura, posição que reviu duas semanas depois. Agora, Marta reafirmou sua posição:
– Sou uma pessoa aberta à discussão, mas não sou pingue-pongue. – disse a ministra, em entrevista a correspondentes brasileiros em Washington, segundo a Folha de S. Paulo.
Para Marta, a proposta "pareceu interessante na medida em que a TV fechada pode propiciar 40 e poucos filmes por mês", mas reviu sua posição por achar que as pessoas não optariam por essa "comodidade":
– Isso (ocorreria) em prejuízo do que seria o espírito do Vale-Cultura, de que as pessoas assistam a um teatro, cheguem a uma livraria.
Segundo o Ministério da Cultura, a estimativa é de que 17 milhões de trabalhadores recebam o Vale-Cultura. O benefício será concedido na forma de um cartão magnético, que poderá ser usado para comprar produtos e serviços culturais. Dos R$ 50 mensais, R$ 45 serão bancados pelo governo federal via renúncia fiscal aos empregadores (cerca de R$ 7 bilhões anuais), e o restante, pelos trabalhadores ou pelas empresas que quiserem custear. A adesão ao benefício não é obrigatória, mas, segundo Marta, vai existir "pressão" para que as empresas implantem o Vale-Cultura.









