Mudou de ideia12/03/2013 | 18h17

Marta Suplicy anuncia que Vale-Cultura não valerá mais para TV por assinatura

Ministra diz que reavaliou posição após "movimentação cultural"

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Marta Suplicy anuncia que Vale-Cultura não valerá mais para TV por assinatura Andréa Graiz/Agencia RBS
A ministra da Cultura Marta Suplicy veio a Porto Alegre recentemente, para anúncio do Vale-Cultura Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Menos de um mês após anunciar que o Vale-Cultura poderia ser usado em "cinemas, teatros, casas de shows, museus, livrarias, para a compra de revistas e periódicos e para a assinatura de TV a cabo", a ministra da Cultura Marta Suplicy mudou de ideia.

No discurso de abertura do "The forum for global change", Marta disse que, após pesar prós e contras, decidiu por tirar a TV por assinatura da lista de benefícios:

– Pensei em colocar as TVs por assinatura, mas abandonei a ideia por conta da movimentação cultural. Eu escuto, penso nos prós e contras, vou pesando.

 A ministra também reafirmou sua posição sobre a utilização do Vale-Cultura para compra de jogos digitais:

– Nem pensar.

Segundo o Ministério da Cultura, a estimativa é de que 17 milhões de trabalhadores recebam o Vale-Cultura. O benefício será concedido na forma de um cartão magnético, que poderá ser usado para comprar produtos e serviços culturais. Dos R$ 50 mensais, R$ 45 serão bancados pelo governo federal via renúncia fiscal aos empregadores (cerca de R$ 7 bilhões anuais), e o restante, pelos trabalhadores ou pelas empresas que quiserem custear. A adesão ao benefício não é obrigatória, mas, segundo Marta, vai existir "pressão" para que as empresas implantem o Vale-Cultura.

Na semana passada, Marta Suplicy veio a Porto Alegre anunciar o benefício e visitar as obras do Multipalco Theatro São Pedro. Na ocasião, disse que o Vale-Cultura injetará R$ 11,3 bilhões na cadeia produrtiva do setor.

Comentar esta matéria Comentários (5)

Jonatas

Engraçado ela proibir TV por assinatura onde temos canais como History, Discovery, Animal Planet e em TV aberta temos Faustão, Gugu...Legal também saber que ler fofoca é cultura mas fazer arte digital não é. Que game é só lazer enquanto assistir a filmes e novelas que incitam baixaria é cultura. Apl

13/03/2013 | 10h46 Denunciar

eduardo

Não seria melhor desonerar a folha de pagamento das empresas de tantos impostos e assim os trabalhadores ganham mais para poder pagar o que querem sem esmolas? Trabalhador não precisa de ajuda do governo, precisa sim é ganhar mais e para isto as empresas não precisariam dar 106% ao governo.

13/03/2013 | 10h25 Denunciar

João Paulo Longo

Que lamentável essa posição injustificável contrária aos jogos eletrônicos. É o Brasil novamente mostrando que adora ficar pra trás. Como desenvolvedor, inclusive de jogos, vou continuar ajudando a desenvolver o país dos outros e não o meu próprio. Só rindo desta cultura do atraso.

13/03/2013 | 09h51 Denunciar

Daniel

Tão revoltante quanto ter um presidente da Comissão de Direitos Humanos preconceituoso é ter uma ministra da Cultura inculta. #Brasil

13/03/2013 | 09h30 Denunciar

marcio

Tinha aplaudido a medida por incluir a TV fechada, pois era uma forma inicial de levar outras opções de programas de TV as pessoas, diminuindo o monopólio da Rede Globo e também da TV aberta, na minha opinião, de péssima qualidade. Retiro os meus aplausos.

13/03/2013 | 08h14 Denunciar

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