Mistério no ballet07/03/2013 | 12h51

Justiça decreta prisão preventiva de bailarino que teria atacado diretor do Bolshoi

Pavel Dimitrichenko teria como cumplíces o autor material da agressão e o motorista que o levou ao edifício de Filin

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Justiça decreta prisão preventiva de bailarino que teria atacado diretor do Bolshoi Damir Yusupov/BOLSHOI THEATRE/AFP
Pavel Dmitrichenko dança "Ivan, o Terível", de Prokofiev, em apresentação do Bolshoi Foto: Damir Yusupov / BOLSHOI THEATRE/AFP

O bailarino Pavel Dimitrichenko foi colocado em prisão preventiva nesta quinta-feira, depois de confessar que planejou o ataque com ácido, em janeiro, contra odiretor artístico do teatro Bolshoi, Serguei Filin. A juíza Marina Orlova atendeu o pedido dos investigadores, que solicitaram ao tribunal a prisão do solista, detido na terça-feira e que na quarta-feira confessou sua culpa. A defesa pediu a libertação sob a fiança de 500 mil rublos (cerca de R$ 31,9 mil).

Quando os investigadores o interrogaram sobre os motivos que o levaram a organizar o ataque com ácido, Dimitrichenko disse: 

— Vocês têm certeza de que eu fiz isto? Dizer que eu pedi (ao agressor) que jogasse ácido em Filin é falso —, prosseguiu.

— Eu falei com Yuri Zarutski sobre a política no Bolshoi, sobre a corrupção. Quando ele me disse 'vou quebrar a cara dele', eu aceitei. É a única coisa que confesso. Quando soube o que havia acontecido, que ácido foi usado, fiquei chocado —, completou.

Pavel Dimitrichenko compareceu ao tribunal ao lado de dois supostos cúmplices: Yuri Zarutski, que seria o autor material da agressão, e o motorista que o levou ao local do crime. O agressor que jogou ácido sulfúrico no rosto de Filin recebeu 50.000 rublos (1.630 dólares), segundo a polícia.

O suposto agressor, Yuri Zarutski, de 35 anos, que segundo a imprensa tem antecedentes criminais, também confessou o crime na quarta-feira. Além de Zarutski, o motorista que o levou ao local do crime também admitiu culpa.

No caso de um indiciamento por atentado grave contra a saúde de Filin, que sofreu queimaduras de terceiro grau, eles podem ser condenados a até 12 anos de prisão. A polícia considera que o caso está elucidado.

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