– Deixaram rastros em zonas virgens e, uma vez inclusive, me impediram de passear com visitantes em uma zona turística já que estavam gravando – reclamou Tommy Collard, um operador turístico com sede em Swakopmund, no oeste da Namíbia.
– O pior é que a equipe de filmagem tentou apagar os vestígios jogando redes em cima (da areia) e arrancando plantas – disse Collard, acrescentando que pequenos animais como lagartos ou camaleões, e vegetais como uma rara espécie de cacto, sofreram durante as filmagens.
A autoridade independente de Conservação e Gestão da Costa de Namíbia (NACOMA) encomendou um estudo que foi entregue em dezembro ao ministério namíbio de Turismo.
– Sim, zonas do deserto da Namíbia foram destruídas – confirmou o autor do documento, Jon Henschel.
"As permissões e autorizações ambientais fornecidas pelo ministério do Meio Ambiente para o projeto Mad Max não eram o suficientemente precisas para delimitar a gestão de respeito ao meio ambiente", diz o documento.
A Comissão Namíbia do Cinema (NFP) reagiu com a compra de uma página de publicidade no jornal do governo New Era para "negar as acusações" referidas às filmagens de Mad Max 4.
A comissão culpou a mídia local de publicar supostas "inverdades" e por querer manchar a reputação do país.
O ministério do Meio Ambiente divulgou ainda um comunicado que expressa sua satisfação pela forma que a equipe do longa realizou a reabilitação do set de filmagens.













