Arriba22/03/2013 | 16h36

"Depois de Lúcia" é a mais recente amostra do vigor do cinema mexicano

Filmes do país tem marcado presença e conquistado prrêmios nos mais prestigiados festivais internacionais

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"Depois de Lúcia" é a mais recente amostra do vigor do cinema mexicano imovision/Divulgação
O filme mexicano "Depois de Lúcia" mostra a realidade das escolas com contundência Foto: imovision / Divulgação

O cinema mexicano vive uma fase de excelência artística e de reconhecimento internacional que tem como marco zero, neste começo de século, a geração de autores como Alejandro González Iñárritu, Alfonso Cuarón e Guillermo del Toro – todos os três consolidaram suas carreiras nos EUA e na Europa.

Uma safra seguinte de realizadores se afirmou com trabalhos mais ousados em termos de inventividade formal e narrativa. Nesse grupo,estão nomes como Francisco Vargas (de O Violino, vencedor do troféu de melhor ator na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes), o uruguaio radicado no México Rodrigo Plá (três prêmios em Veneza com Zona do Crime e troféu de melhor diretor pelo júri ecumênico em Berlim com A Demora), e Michel Franco, de quem se pode assistir em Porto Alegre Depois de Lúcia, filme vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2012. Nessa mesma edição do festival francês, Carlos Reygadas foi consagrado como melhor diretor por Post Tenebras Lux — ele é autor de Luz Silenciosa, que levou o Prêmio do Júri na disputa pela Palma de Ouro em 2007.

"Depois de Lúcia" aborda com realismo e contundência a violência na escola

Segundo aponta o portal Filme B, o México se mantém como principal mercado cinematrográfico da América Latina — em 2010 foram 190 milhões de ingressos vendidos e US$ 714 milhões arrecadados (18,4% a mais que no ano anterior). Mas, como ocorre como a produção local no Brasil,a participação de filmes mexicanos no mercado interno é pequena — em 2010 foi de 6,1% diante de 90% de títulos americanos. Nenhum filme mexicano ficou entre os 20 mais vistos no país naquele ano. 

Com 4,9 mil salas, mais que o dobro do circuito brasileiro, o México tem uma sala para cada 22 mil habitantes (no Brasil é uma para 85 mil). Um dado curioso é que foram lançadas no México, em 2010, 56 produções locais, número bem inferior à média de filmes brasileiros que estreiam anualmente (99 em 2011 e 83 em 2012, segundo a Ancine).

A seguir, uma lista de bons filmes mexicanos de produção mais recente:

O Violino (2005), de Francisco Vargas

Zona do Crime (2007), de Rodrigo Plá

Luz Silenciosa (2007), de Carlos Reygadas

Verano de Goliat (2010), de Nicolás Pereda

Abel (2010), de Diego Luna

A Tiro de Piedra (2010), de Sebastián Hiriart

Año Bisiesto (2010), de Michael Rowe

Miss Bala (2011), de Gerardo Naranjo

Depois de Lúcia (2012), de Michel Franco

Post Tenebras Lux (2012), Carlos Reygadas

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