Seleção brasileira do humor20/03/2013 | 16h50

Comédia "Vai que Dá Certo" reúne nova geração do humor brasileiro

Filme com Bruno Mazzeo, Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Lúcio Mauro Filho estreia nesta sexta-feira em Porto Alegre

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Comédia "Vai que Dá Certo" reúne nova geração do humor brasileiro Imagem Filmes/Divulgação
Cena do filme "Vai que Dá Certo" Foto: Imagem Filmes / Divulgação

Nos últimos anos, a comédia tem sido a salvação da lavoura da produção audiovisual brasileira. De olho no sucesso de público, os produtores vêm apostando todas as fichas no gênero.

O novo investimento pesado no cinema de risos estreia nesta sexta-feira: Vai que Dá Certo (2013) entra em cartaz no país com 450 cópias, reunindo um time de craques da nova geração de humoristas que inclui Bruno Mazzeo, Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Lúcio Mauro Filho.

A direção de Vai que Dá Certo é de Maurício Farias, realizador dos longas O Coronel e o Lobisomem (2005), A Grande Família – O Filme (2007) e Verônica (2008) e diretor da série Tapas & Beijos. O filme coloca lado a lado estrelas da comédia brasileira contemporânea – no elenco ainda estão Danton Mello, Felipe Abib e Natália Lage.

A história começa com o reencontro de um grupo de amigos de adolescência que não decolaram na vida: o músico frustrado Rodrigo (Danton), os irmãos donos de uma locadora chinelona Amaral (Porchat) e Vaguinho (Duvivier) e o medíocre professor de inglês Tonico (Abib). A chegada de Danilo (Lúcio Mauro Filho), primo de Rodrigo e chefe da segurança de uma transportadora de valores, pode trazer a solução para sair do atoleiro: roubar um carro-forte.

Os atrapalhados ladrões amadores, porém, estragam o plano, e o assalto fracassa. Para saldar a dívida com o traficante de quem alugaram as armas, os bandidos de araque armam outro "crime perfeito": sequestrar o único ex-colega de escola que se deu bem, o político Paulo (Mazzeo), com a ajuda da amiga Jaqueline (Natália), garota que se vira como dançarina sensual. O veterano ator Lúcio Mauro faz uma participação como Seu Altamiro, avô gagá de Danilo.

– O filme surgiu de uma conversa que ouvi nos bastidores de uma novela que eu estava fazendo, em 1995, sobre um motorista que as pessoas conheciam, que fez um assalto e estava preso. O caso me impressionou, e eu pensei: "O que leva uma pessoa que tem uma vida honesta a fazer isso e colocar sua vida e seu futuro em risco?". Era um roubo combinado, como no filme – contou o diretor Farias em coletiva de imprensa realizada em Florianópolis durante o Encontro com o Cinema Nacional, promovido pela Imagem Filmes.

Produzido pela Fraiha Produções e coproduzido pela Globo Filmes, Vai que Dá Certo teve um orçamento relativamente baixo (R$ 2 milhões), mas ganhará lançamento ambicioso: o longa chega com cerca de 450 cópias, sendo que 300 delas em película – um número bastante alto para um mercado cada vez mais tomado pelo digital. A expectativa de público também é maiúscula: segundo Marcos Scherer, da Imagem – empresa que distribui o filme –, a estimativa é chegar aos 2 milhões de espectadores.

O roteiro – cujos diálogos foram escritos por Fábio Porchat – lembra o enredo da comédia americana independente Doces Criminosos (1996), de Alan Taylor. No entanto, apesar de apresentar várias boas piadas e mostrar o talento para fazer rir da dupla Duvivier e Porchat, protagonistas do sucesso da internet Porta dos Fundos, a história de Vai que Dá Certo não vai além da comédia de erros mais previsível. A pegada jovem de filme de turma e o apelo dos comediantes da hora, entretanto, devem garantir o êxito nas bilheterias. E assim a caixa registradora do cinema brasileiro segue tilintando.

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