– Lá tudo é antecipado, e aqui os shows são fechados no mês em que ocorrem – explica Céu, sobre por que levou a turnê de seu novo disco, Caravana Sereia Bloom, primeiro à Europa e à América do Norte.
Sábado, às 21h, a paulistana sobe ao palco do Opinião para mostrar que novo Brasil é este que seduz os estrangeiros.
Em seu terceiro trabalho, Céu transita por ritmos latinos como o reggae, o samba-canção, a lambada e o carimbó. O passeio conceitual foi levado a outros continentes – hábito que ela mantém desde sua estreia, em 2005 – e obteve resposta positiva. O jornal New York Daily a chamou de uma das mais inovadoras cantoras paulistanas. Em Londres, foi elogiada pelo The Guardian, que destacou sua voz, "distinta e versátil como sempre", e apresentou três músicas em rede nacional, no prestigiado programa Later With... Jools Holland, da BBC.
É esta a Céu que desembarca na Capital. O show prioriza as faixas de Caravana – como a viagem progressiva de Retrovisor, a releitura delicada de Palhaço, de Nelson Cavaquinho e a neotropicalista Contravento, do colega de geração Lucas Santtana –, embora devam figurar também canções como Malemolência (trilha da novela Beleza Pura), do disco de estreia, e Cangote, do segundo, Vagarosa (2009).
– O Caravana é bem mais conceitual que os demais, mas de alguma maneira eles conversam – garante.
Até porque a inovação e o frescor de que a imprensa estrangeira fala são características fundamentais de seu trabalho: a voz lânguida e aveludada, os efeitos de eco herdados da música eletrônica e do dub, e a pesquisa em que se empenha na busca pelas referências inusitadas que incorpora à sua arte.













