Previsões23/02/2013 | 11h53

O que esperar do Oscar

O crítico de cinema Rubens Ewald Filho analisa os bastidores da premiação

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O que esperar do Oscar DIVULGAÇÃO/AMPAS
Seth MacFarlane, do filme Ted, será o mestre da cerimônia Foto: DIVULGAÇÃO / AMPAS

Este foi um ano de grandes mudanças no Oscar. Começando pelas técnicas: agora, os sócios da Academia têm a opção de votar pela internet, uma operação complicada e cheia de senhas por conta do medo de hackers - afinal, se eles entram em Serviços Secretos, imaginem o que podem fazer com o Oscar! A idade avançada dos votantes (calcula-se que atualmente a idade média é de 62 anos), mesmo com assistentes e empregados para fazer esse serviço manual, é outro fator que pesa nesta hora. O trabalho também aumentou: os membros tiveram a chance de votar em curtas (documentários, animação ou dramático), categorias que antes ficavam para pequenos comitês decidirem.

Neste ano, o produtor executivo da festa é Craig Zadan. Como ele é especializado em musicais, resolveu apresentar trechos não apenas do indicado Os Miseráveis, mas de antigos ganhadores e concorrentes como Chicago e Dreamgirls (a dupla Zadan e seu parceiro Neil Moran fez Chicago, Hairspray, a série de TV Smash, o Footloose original, Eu e Minhas Sombras, A Vida de Judy Garland e as versões para a TV de Music Man, Annie, Cinderella). A maior atração da noite deve ser a primeira aparição ao vivo de Barbra Streisand cantando na festa desde quando ganhou o Oscar de canção por Nasce uma Estrela (Evergreen), na festa de 1977.

Outra mudança importante este ano foi a de datas, antecipando muito as indicações para o prêmio, o que obrigou todos os concorrentes a fazerem o mesmo. Do ponto de vista da indústria de cinema, o resultado parece positivo, já que os filmes puderam ficar mais tempo em cartaz e se beneficiarem do prestígio do Oscar.

A maior aposta da Academia, porém, é no host/mestre de cerimônias. No ano passado, Billy Crystal voltou para pôr as coisas no lugar depois da débâcle com James Franco. Agora, resolveram apostar em alguém pouco conhecido no Exterior, o cineasta Seth MacFarlane (ele teve seu primeiro grande êxito em cinema com a comédia Ted e concorre com a música Everybody Needs a Best Friend, de sua autoria).

Seth é conhecido como o produtor e a voz do protagonista da animação The Family Guy (no Brasil, Uma Família da Pesada, e que existe desde 1999). Sua carreira é basicamente na TV, criando séries como The Cleveland Show, American Dad, Johnny Bravo e O Laboratório de Dexter.

O que poucos sabem que o sonho dele é ser cantor, um novo Frank Sinatra. E, na verdade, até que canta bem (por isso, espere mais música com ele na cerimônia deste domingo).

Como humorista, porém, seu perfil é meio duvidoso _ inclusive, pegou mal sua piada no anúncio dos indicados ao Oscar. Ele comentou que o filme Amor era alemão e austríaco, e que a última vez que essas nações se uniram deram origem a Hitler!

O último Globo de Ouro, por exemplo, realizado em janeiro, se deu melhor com a dupla Tina Fey e Amy Poehler como apresentadoras, engraçadas e simpáticas.

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