O jornalista e cronista Fritz Utzeri morreu na manhã desta segunda-feira (4/2), aos 68 anos, no Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro. Há três anos, ele lutava contra um linfoma (câncer nos gânglios). O velório teve início às 17h, no Memorial do Carmo. Nesta terça (5/8), o corpo será levado para o crematório.
Nome de destaque do jornalismo no país, Utzeri formou-se na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em Medicina, com especialização em Psiquiatria, profissão que não chegou a exercer. Destacou-se no Jornal do Brasil, onde começou em 1968. Na década de 1980, foi correspondente do jornal em Nova York e em Paris. Foi editor de Ciência e Tecnologia da TV Globo, participando de uma edição especial do Globo Repórter sobre o Caso Riocentro. Trabalhou como diretor de comunicação da Fundação Roberto Marinho e voltou ao Jornal do Brasil como diretor de redação.
Nascido Fritz Carl, o jornalista herdou o nome do pai alemão que não chegou a conhecer porque morreu durante a II Guerra Mundial. Aos sete anos, chegou ao Brasil com a mãe italiana, Elza, após passar por outros países da América Latina. Naturalizado brasileiro em 1970, pasou a ser chamado de Federico Carlo Utzeri, mas o nome de guerra Fritz Utzeri já estava marcado. No Rio, casou-se com Liège, com quem teve dois filhos, Ana e Pedro. De Pedro teve os netos Gabriela e André. A carreira de jornalista começou no Correio da Manhã, onde foi estagiário. Utzeri escreveu os livros Aurora e Dancing Brasil e editou o blog Montbläat.













