Ele é um dos símbolos do Planeta Atlântida. Desde que se apresentou pela primeira vez no festival, há 10 anos, Armandinho é sempre lembrado como um dos melhores shows do último Planeta e como nome certo para o próximo. Em pesquisa encomendada pela organização do evento, o regueiro gaúcho figurou como a atração mais pedida para compor o setlist desta edição.
Se o músico é importante para o festival, a recíproca é verdadeira. Foi nos palcos do Planeta que Armandinho apresentou seus primeiros sucessos, como Folha de Bananeira e Rosa Norte. Com cinco discos gravados, ele promete mostrar todos esses hits no show deste sábado.
A pedido de ZH, Armandinho celebra uma década de festival em um texto dedicado aos planetários:
Vai ser o melhor Planeta
Meu primeiro Planeta Atlântida foi em 2003. De lá pra cá, foram 17 edições no Palco Central (no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina). Vi e ouvi muita coisa, confraternizei com vários artistas, fiz festas inesquecíveis nos camarins, pude vivenciar momentos e assistir a shows de muitos ídolos, como Charlie Brown Jr., Marcelo D2 e Cidade Negra.
As datas dos festivais coincidiram com meu aniversário e, em 2007, com o nascimento da minha primeira filha, a Antônia. Subi ao palco completamente emocionado, já que eu não tinha feito nenhum show entre o nascimento dela e o festival. Brindei com a galera, vi o Planeta inteiro cantando Parabéns a Você. Naquele ano, eu celebrava meu primeiro sucesso nacional – Desenho de Deus –, o Brasil inteiro estava cantando minhas músicas, o Inter recém havia sido campeão mundial. Foram muitas alegrias ao mesmo tempo.
O show de 2013 vai ser uma celebração à América do Sul, especial para nossos hermanos uruguaios e argentinos, que me receberam tão bem a ponto de eu gravar um DVD em Buenos Aires. Pretendo fazer uma homenagem a eles. Mas faço um show em que os fãs vão para ouvir os sucessos.
Vou tocar músicas novas, mas a base tem que continuar sempre com Ursinho de Dormir, Semente, Casa do Sol, Sentimento. Se deixo uma dessas de fora, sou muito cobrado. Das novas, acho que Sol Loiro é uma música para ficar. Toda essa experiência certamente mudou e influenciou muito a minha carreira. O Planeta Atlântida é um reflexo do ano de trabalho. A gente sempre sobe ao palco apreensivo porque, dependendo da receptividade do público, avaliamos como foi o ano. Devo muito a esse festival. A cada edição e a cada verão, são novas emoções. Um sentimento de ser sempre a primeira vez.
Este Planeta Atlântida vai ser o melhor da minha vida. Quero todo mundo lá!









