O misterioso afogamento, há mais de 30 anos, da atriz Natalie Wood voltou à tona nesta segunda-feira, após a divulgação de um relatório médico-legal em Los Angeles que altera a causa da morte de "acidental" para "indeterminada".
O relatório, elaborado pelo Instituto Médico-Legal de Los Angeles após a reabertura do caso em 2011, deixa questões pendentes sobre o papel de Robert Wagner, marido de Wood, e de Christopher Walken, ambos atores e que estavam com a vítima na fatídica noite. A estrela de West Side Story morreu no dia 29 de novembro de 1981, após uma noite em que Wood, Wagner e Walken beberam a bordo de um iate ao largo da ilha de Catalina, a sudoeste de Los Angeles.
No relatório divulgado nesta quinta-feira, os especialistas destacam que a atriz tinha hematomas e arranhões no braço, punho e pescoço, e que provavelmente sofreu os ferimentos antes de cair no mar, onde se afogou.
– Com a presença de hematomas recentes nas extremidades superiores do braço direito e na área do punho, e um pequeno arranhão no pescoço, não se exclui um mecanismo não acidental como causa de tais ferimentos –, destaca o relatório.
Até o momento, a versão sobre a morte de Wood era a de que ela havia discutido com o marido, subido em um bote salva-vidas para partir e caído no mar, onde se afogou. O novo relatório "não pode excluir uma entrada não voluntária na água" e conclui que as numerosas perguntas sem resposta apontam para uma "causa de morte indeterminada".
O porta-voz da Promotoria de Los Angeles, Steve Whitmore, destacou que "há uma investigação em curso". O caso da morte de Natalie Wood voltou à tona após o capitão do iate "Splendour", Dennis Davern, escrever um livro no qual afirma que Wagner discutiu com a mulher antes de seu desaparecimento, e que retardou as buscas após a descoberta do sumiço da atriz.








