Estreia nesta terça-feira Gonzaga – De Pai pra Filho (RBS TV, 23h30min), uma coprodução de Globo e Conspiração Filmes em homenagem ao centenário do cantor. A microssérie, versão televisiva para o filme de Breno Silveira, será composta de quatro capítulos, narrando a história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, pai e filho, que se encontram e se perdem muitas vezes até se reconciliar.
– É um tema que vai chamar a atenção. Gonzaga é patrimônio brasileiro, interessa ao público de todas as idades. A novidade está mais na recepção do que na emissão – afirma o diretor de núcleo Guel Arraes.
Os atores Domingos Montagner e Adélio Lima comentaram a diferença entre ver o seu trabalho no cinema e na televisão.
– Eu, como artista popular, acredito ser muito emblemático fazer minha estreia no cinema em um filme que retrata um outro artista popular – contou Domingos.
Adélio Lima,que interpreta Luiz Gonzaga aos 70 anos, também falou sobre suas expectativas depois de imitar o Rei do Baião e ser aplaudido:
– Para mim muda tudo. A ficha ainda não caiu e eu espero que não caia. Antes me pediam para contar a história do Luiz Gonzaga, agora eu conto a história do Adélio. Na versão para a TV, haverá cenas inéditas de arquivo e um novo prólogo.
– É muito bom ver que Gonzaga não vai ficar apenas no cinema.Vai ser exibido para o Brasil todo, para quem não pôde ir ao cinema ou mesmo para as cidades onde sequer há salas de cinema. Em comparação com o filme, a microssérie começa mais ágil. Eu sempre pensei nos meus filmes como um produto para o Brasil inteiro ver – explicou o diretor Breno Silveira.
O projeto do filme nasceu em 2005, quando as produtoras Marcia Braga e Maria Hernandez, que assinam o argumento do longa, apresentaram para Breno fitas cassetes gravadas por Gonzaguinha, em que ele tentava resgatar a história do pai.
– Demoramos seis anos para escrever o filme e não pensamos inicialmente em transformá-lo em série. Mas escrevemos com uma pegada popular por causa do Breno, que tem esse foco. Ele tem uma estrutura que cabe na televisão.Foi fácil adaptar – analisa a roteirista Patricia Andrade.








