Modernização31/01/2013 | 20h29

Linha de financiamento oferece R$ 146 milhões para digitalização de salas de cinema

Recursos são oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual e devem ser utilizados para a atualização tecnológica do parque exibidor nacional

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Linha de financiamento oferece R$ 146 milhões para digitalização de salas de cinema Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS

Em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Ministério da Cultura lançou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, uma nova linha de crédito voltada à digitalização das salas de cinema, dentro do Programa Cinema Mais Perto de Você.

A linha terá dotação de R$ 146 milhões, oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual, que serão investidos na promoção da atualização tecnológica do parque exibidor nacional, de modo a adequá-lo ao processo de modernização em curso atualmente no mundo. A meta é digitalizar 1,4 mil salas em 18 meses.

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, disse à Agência Brasil que o programa atende a um anseio antigo dos exibidores brasileiros. 

– Ele faz parte dos esforços do governo federal, do Ministério da Cultura e da Ancine para expandir o parque exibidor brasileiro, fortalecer as empresas brasileiras que atuam na exibição e fazer um grande mercado interno acessível aos brasileiros, aos filmes feitos no Brasil e às distribuidoras nacionais – disse.

Rangel explicou que a digitalização é um processo que ocorre em todos os países hoje e que vem se acelerando nos últimos anos. 

– Com o lançamento desse programa de digitalização, nós estamos equiparando o Brasil com o que os maiores países do mundo estão fazendo, para que as mais de 240 empresas que atuam no mercado exibidor possam garantir a permanência, o funcionamento e a modernização das suas salas e, portanto, fortalecer o mercado interno.

Na avaliação da ministra da Cultura, Marta Suplicy, a linha de crédito representa 'uma janela de oportunidades gigantesca' para o cinema nacional. 

– Nós queremos mais salas de cinema abertas. E isso é uma economia muito grande para os produtores porque, por meio da digitalização, você não só barateia, mas evita a logística.

A ministra não tem dúvidas que, com a digitalização das salas de exibição, o cinema do Brasil entra em uma nova era, mais avançada. 

– Desde que a presidenta Dilma disponibilizou R$ 700 milhões para a Ancine, nós entramos [em uma nova época]'. Agora, vamos acontecer.

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