Polêmica acesa07/01/2013 | 18h24

Filme sobre Bin Laden: interrogatórios não incluíram tortura, "apenas" prisão pelo pescoço e simulação de afogamento, afirma ex-diretor da CIA

"A Hora mais Escura" tem estreia prevista para 11 de janeiro nos Estados Unidos

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Filme sobre Bin Laden: interrogatórios não incluíram tortura, "apenas" prisão pelo pescoço e simulação de afogamento, afirma ex-diretor da CIA Imagem Filmesd/Divulgação
A atriz Jessica Chastain em 'A Hora Mais Escura' Foto: Imagem Filmesd / Divulgação

As técnicas de interrogatório usadas com presos para localizar Osama bin Laden não incluíram atos de tortura, e não se pareceram, em nada, com as cenas do filme sobre a perseguição ao líder da Al-Qaeda, afirmou neste domingo o ex-diretor deste programa da CIA.

Leia mais: senadores dos EUA pediram explicações a CIA

"Ninguém ficou ferido ou foi agredido em consequência da aplicação das técnicas reforçadas de interrogatório que supervisionei de 2002 a 2007", afirma Jose Rodriguez em uma coluna publicada no The Washington Post sob o título "Sinto muito, Hollywood, não torturamos".

O ex-diretor da CIA interveio, assim, na polêmica que agita os serviços de inteligência americanos, gerada pelo filme A Hora Mais Escura, que estreará no país no próximo dia 11.

Veja o trailer:

O longa, bem colocado na corrida pelo Oscar, começa com uma cena de tortura de presos, que acabam dando informações cruciais para a localização de Bin Laden no Paquistão.

"Ninguém foi acorrentado ao teto, quem fez o filme tirou cenas das coleiras para cães usadas nos abusos cometidos por militares na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Nada disso aconteceu nas chamadas 'prisões secretas' da CIA" afirmou Rodriguez.

"Para dar uma simples bofetada no rosto de um preso, os oficiais da CIA tinham que obter uma autorização por escrito de Washington", afirmou. "Os presos tinham a possibilidade de cooperar. Se fossem reticentes - e havia razões para acreditar que eles escondiam informações importantes -, eram submetidos, com o aval de Washington, a técnicas reforçadas, como prisão pelo pescoço, privação do sono ou, em raras ocasiões, simulação de afogamento."

Rodriguez reconheceu que três dos "piores terroristas do planeta" foram submetidos a simulações de afogamento, com o uso de "pequenas garrafas d'água, e não de um balde", como se vê no filme. Foram eles: Abu Zubayda, Khaled Cheikh Mohammed e Abd al-Rahim al-Nachiri, presos atualmente em Guantánamo.

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