Visual e em movimento30/01/2013 | 17h01

Exposição de William Kentridge é um dos destaques do ano em Porto Alegre

Com obras que fundem artes visuais e cinema, primeira mostra individual do artista sul-africano no país chega à Fundação Iberê Camargo em março

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Exposição de William Kentridge é um dos destaques do ano em Porto Alegre William Kentridge/Divulgação
Cena de Felix in Exile (1994), filme de série criada por Kentridge entre 1989 e 1999 Foto: William Kentridge / Divulgação

Com carvão, papel e uma câmera de vídeo, o sul-africano William Kentridge tornou-se referência internacional e construiu uma carreira que inclui passagens pelas mostras mais importantes do mundo. E o principal: com trabalhos que borraram as fronteiras que um dia possam ter existido entre artes visuais e cinema.

Colecionando participações na Bienal de Veneza (Itália), na Documenta de Kassel (Alemanha) e na Bienal de São Paulo, o artista de 57 anos protagonizará uma das mais relevantes mostras do ano em Porto Alegre. William Kentridge: Fortuna revelará o perfil múltiplo do artista que trabalha com videoarte, desenho, escultura, gravura, instalação, teatro, ópera e cinema.

Seus desenhos filmados – ou filmes desenhados – são marcados por uma poética politizada que tem como inspiração as memórias evocadas pelo país do apartheid. Um dos destaques é o "flipbook" (livro animado) De Como não Fui Ministro d'Estado, criado especialmente para a mostra brasileira. O artista faz uma intervenção, desenhando sobre as páginas de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, o que resulta em um vídeo. A curadoria da mostra é de Lilian Tone, que trabalha no departamento de pintura e escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

 

de como não fui ministro d'estado - william kentridge from drom fine art on Vimeo.

 

A primeira grande mostra individual de Kentridge no Brasil é fruto de uma parceria institucional. Está em cartaz no Instituto Moreira Salles, no Rio, chega à Fundação Iberê Camargo (FIC) em 7 de março e depois segue para a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

–Em nosso projeto curatorial, até então havíamos trabalhado com exposições exclusivas para a Fundação. Algumas delas depois iam para outros espaços. Desta vez, a união das instituições foi fundamental para trazer uma mostra tão grande e importante como esta do Kentridge – diz Fábio Coutinho, superintendente cultural da FIC.

Também em março, a Fundação abre nova exposição de Iberê Camargo, desta vez com curadoria de um nome internacional, o anglo-brasileiro Michael Asbury, que atua em Londres e já organizou mostras na Tate Modern. A aposta em curadores referenciais no cenário brasileiro resultará ainda em exposições dos artistas Paulo Pasta e Elida Tessler, ambas em junho.

A primeira mostra de arte eletrônica da instituição, programada para setembro, reúne diversos artistas brasileiros. A curadoria é de Solange Farkas, criadora do Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil. Em dezembro, será a vez de a Fundação receber uma retrospectiva do emblemático grupo alemão ZERO, fundado nos anos 1950, em Düsseldorf, e voltado à arte cinética. A mostra é uma parceria com Instituto Goethe, Pinacoteca de São Paulo e Museu Oscar Niemeyer.

 

Outras mostras da Fundação iberê camargo

Iberê Camargo
O anglo-brasileiro Michael Asbury organiza mostra com obras do acervo da FIC e de outras coleções. De 23 de março a 23 de março de 2014.

Paulo Pasta
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O curador Tadeu Chiarelli, atual diretor do MAC-USP, apresenta exposição do pintor, desenhista, ilustrador e professor Paulo Pasta. De 6 de junho a 25 de agosto.

Elida Tessler
A curadora Glória Ferreira assina a mostra Gramática Intuitiva, com trabalhos da artista e professora gaúcha Elida Tessler. De 6 de junho a 25 de agosto.

Arte eletrônica brasileira
Solange Farkas organiza a curadoria da primeira mostra coletiva de arte eletrônica no prédio da Fundação Iberê Camargo. De 5 de setembro a 24 de novembro.

Grupo Zero
Retrospectiva do coletivo alemão ZERO. De 5 de dezembro a 2 de março de 2014.

 

Confira os destaques do Museu de Arte Contemporânea, do Margs, da Bienal do Mercosul e do Santander Cultural

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