Para rir da morte29/12/2012 | 09h03

Novo trabalho de Miguel Fabella para a Rede Globo estreia no dia 24 de janeiro

'Pé na Cova' trata da ascenção da classe C no Brasil e da morte

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Novo trabalho de Miguel Fabella para a Rede Globo estreia no dia 24 de janeiro Rafael Moraes/Extra
A minissérie pode ser a última atuação de Falabella Foto: Rafael Moraes / Extra

Na sua extensa galeria de tipos, Miguel Falabella já foi o rico falido que tinha horror a pobre, em Sai de Baixo (1996 – 2002). Recentemente, representou a parcela da população que se equilibra entre dívidas e a aparência, em Toma Lá, Dá Cá (2007 – 2009). Agora, em Pé na Cova, seu novo trabalho como ator e escritor para a Globo, que estreia no dia 24 de janeiro, joga no mesmo balaio a ascensão da classe C brasileira e o tema da morte. E avisa que esta pode ser sua despedida como intérprete na televisão.

– Na TV, virei macaco. Já deu, já fiz muita coisa. Quero parar de atuar depois desse seriado. Escrever mais. Gravar toma muito tempo – afirma.

Ambientada no Irajá, no subúrbio do Rio, a série gira em torno de uma funerária. Segundo Falabella, 56 anos, o tema da morte passou a ficar mais presente em sua vida depois que passou dos 50:

– É um questionamento natural do homem. Após os 50 anos, a finitude é uma coisa presente na vida de qualquer um.

No programa, Falabella interpreta Gedivan Pereira, o Ruço, chefe de uma família disfuncional.

– Eles são a família Addams do Irajá. O último degrau. Não gostam de ler, não vão ao teatro e, se fossem, ficariam mexendo no celular durante o espetáculo – explica o autor, sem medo de parecer politicamente incorreto.

– A comédia é sempre a melhor maneira de dizer as coisas, melhor do que a carta anônima. É claro que houve um crescimento econômico, mas o não investimento na educação nos faz crescer de maneira atabalhoada.

Casado com uma jovem 30 anos mais nova – Abigail (Lorena Comparato) –, Ruço ainda divide o teto com a ex-mulher, Darlene (Marília Pera), maquiadora de defuntos.

O ex-casal tem dois filhos, Alessanderson (Daniel Torres), um rapaz iletrado com pretensões políticas, e Odete Roitman, uma homenagem à famosa vilã vivida por Beatriz Segall na novela Vale Tudo (1989).

A jovem Odete é bissexual – namora a borracheira do bairro, Tamanco (papel da sambista Mart’nália) – e é quem realmente sustenta a família fazendo striptease na web.

Os atores Claudia Jimenez e Ney Latorraca também estavam no elenco, mas, por motivos de saúde, tiveram de deixar o projeto.

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