– Esse respeito que Laura busca só virá com o tempo mesmo. Antes ela tinha uma teoria do que era esse julgamento, agora ela está sentindo na pele essas dificuldades mais reais – analisa Marjorie Estiano.
Em breve, Laura arranjará um novo emprego numa sapataria, depois de mais uma tentativa frustrada de conseguir trabalhar como professora. Mas isso não é sinal de fraqueza, segundo a atriz, apenas praticidade.
– Ela está sendo maleável e decide não dar mais murro em ponta de faca. E aí resolve uma questão concreta, ela precisa de dinheiro para se manter – diz Marjorie.
Nesse período turbulento, ela também tenta, com muita cautela, uma reconciliação com Edgar (Thiago Fragoso). Embora Catarina (Alessandra Negrini) ainda seja uma ameaça, são os conflitos do próprio casal que impedem que essa volta se torne definitiva.
– O retorno é muito confuso. A presença de Edgar é fundamental para que ela se sinta amada, mas ainda existem questões em aberto – explica Marjorie.
Exemplo de mulher batalhadora numa época machista, Laura é a típica heroína, admirada pelo público e por sua intérprete:
– Agradeço muito a essas mulheres que vieram antes de mim. Por causa de pessoas como Laura, que tiveram uma vida de muita luta, que eu posso trabalhar hoje em dia e ter a rotina que eu tenho.








