O segundo passo de Dado03/12/2012 | 17h45

Ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos lança "O Passo do Colapso"

Novo trabalho solo traz diversas participações especiais, entre elas Paula Toller e Mallu

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Ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos lança "O Passo do Colapso" Christian Gaul/Divulgação
Novo disco de Dado está à venda exclusivamente via iTunes Foto: Christian Gaul / Divulgação

Sair da sombra de uma banda de culto não deve ser tarefa fácil. Que o diga Dado Villa-Lobos, que acaba de lançar O Passo do Colapso, seu segundo trabalho solo pós-Legião Urbana. O novo disco, que acaba de sair exclusivamente em formato digital via iTunes (itunes.apple.com), é um costurado de parcerias e timbres que revela, no mínimo, muita boa vontade.

Numa primeira audição, O Passo... soa superior à estreia de Dado em carreira solo em 2005, com Jardim de Cactus. E muito pode ser creditado ao time que o guitarrista e postulante a vocalista montou. Da velha guarda, botou para trabalhar o eterno parceiro Marcelo Bonfá, os paralamas Bi Ribeiro e João Barone, Fausto Fawcett e Paula Toller, além do produtor Kassin. Entre os novos agregados estão Mallu, China, Rodrigo Barba e Catatau.

Quem também marca presença é o gaúcho Nenung, que nos ano 90 ganhou fama nacional com a banda Os The Darma Lóvers e hoje toca o Projeto Dragão. O compositor, que já participara do primeiro disco de Dado, retorna participando de cinco das 12 canções do álbum.

– Comecei a produzir as bases das faixas em 2010 e, ao longo dos anos, fui rearranjando algumas coisas, burilando outras, pensando nas parcerias. Por isso, demorou tanto – conta Dado.

O longo tempo de preparo e a variedade de participações resultou em faixas irregulares. Entre as melhores estão Filho, versão para Son, de Scott Weiland, uma balada sombria e delicada; a cinematográfica Beleza Americana, que coloca Fausto Fawcett declamando suas visões dos EUA; enquanto Tudo Bem relembra o rock anos 50.

Já a faixa-título é um animado funk setentista que contrasta com a letra desencantada: "Dance, canse, canse assim como nós / Dance, mande, mande tudo pro espaço / Dance e pense em que você é dessa vez / Se é plateia, bilheteiro ou palhaço". Mas o recado para ele mesmo está dado na abertura, a atmosférica pós-punk Colapso: "Nada ficará para sempre como antes, eu sei".

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