Publicado em 1862, o romance do escritor francês Victor Hugo (1802 — 1885) Os Miseráveis volta aos cinemas no longa dirigido por Tom Hooper. Já despontando como um das possíveis presenças na festa do Oscar 2013, a nova versão cinematográfica do livro estreia no Brasil no dia 1º de fevereiro.
Em clima de musical, Hooper (de O Discurso do Rei) apresenta Hugh Jackman no papel de Jean Valjean, ex-presidiário que vaga pela França à época de grandes batalhas — como a de Waterloo, em 1815, e os motins de junho de 1832. Russell Crowe vive o inspetor de polícia Javert, que se torna o principal perseguidor de Valjean . Em um elenco estrelado, destaca-se ainda Anne Hathaway como a sofrida Fantine.
O cinema ainda engatinhava quando em 1907, surgiu a primeira adaptação de parte de Os Miseráveis. Dois anos mais tarde, o pioneiro Edwin Potter fez outra adaptação parcial — e contou a história dos candelabros que Jean Valjean rouba do bispo. Em 1917, Frank Lloyd fez a primeira adaptação, mesmo sucinta, da totalidade da obra. Desde então, no cinema e mais tarde, na TV, Os Miseráveis ostenta a fama de ser um dos livros mais filmados – junto com Os Três Mosqueteiros, de outro francês, Alexandre Dumas, publicado em 1844.
Tomu Uchida, Lewis Millestone, Riccardo Freda, Jean-Paul Le Chanois, Claude Lelouch, Robert Hossein, José Dayan, Marcel Bluwal e Bille August foram apenas alguns dos diretores que contaram a implacável história da perseguição que o policial Javert move ao ex-presidiário Jean Valjean. Fredric March, Jean Gabin, Liam Neeson, Jean-Paul Belmondo e Gérard Depardieu expressaram na tela — e na televisão — a humanidade de Valjean.
Crowe não era a primeira opção do direto para viver Javer. Hooper parecia mais inclinado a utilizar o ator britânico Paul Bettany. Ambos os protagonistas se completam, como as duas faces de uma mesma moeda. Jackman garante quel Crowe lhe deu o diapasão para que ele criasse seu personagem.
Quem primeiro teve a ideia de encenar Os Miseráveis como musical foi o ator e diretor francês Robert Hossein. Em 1980, ele estreou no Palais des Crongrès de Paris a versão com libreto de Alain Boublil e partitura de Claude-Michel Schönberg. Na sequência, o próprio Hossein adaptou o drama para o cinema — enquanto estreava em Londres o musical com partitura de Schönberg e novas letras (em inglês) de Herbert Kretzmer. Daí para a Broadway e a consagração internacional foi só uma questão de tempo.









