Entre os prédios que se mantêm preservados como patrimônio histórico da Praça da Alfândega, na Capital, está uma antiga sede de instituições bancárias que hoje funciona como um dos principais espaços culturais do Estado.
Atual endereço do Santander Cultural, a construção completa 80 anos.
O histórico edifício tem sua trajetória comemorada com um vídeo institucional. O lançamento será nesta quinta-feira, às 10h30min, em sessão aberta ao público. Em versões de 2 e 10 minutos, a produção da Okna Produções, com direção de Pedro Zimmermann, procura dimensionar a relevância do edifício, além de trazer depoimentos de personalidades sobre o espaço cultural mantido pelo banco Santander.
>>FOTOS: veja detalhes do prédio e relembre algumas exposições
Após quatro anos de construção, o prédio ficou pronto em 1932 para abrigar o Banco Nacional do Comércio. O projeto envolveu profissionais como o engenheiro Hipólito Fabre, o escultor Fernando Corona e o arquiteto polonês Stephan Sobczack. De estilo eclético, a construção tem predominância do neoclássico, com elementos de rococó e art nouveau.
– É um projeto de arquitetura bancária, traduzindo solidez e segurança nesse formato de caixa forte – diz Márcia Bertotto, coordenadora institucional do Santander Cultural.
Depois do Banco Nacional do Comércio, o prédio abrigaria o Banco Sul Brasileiro, o Banco Meridional e, a partir de 1999, o Banco Santander. Foi em 2000 que surgiu a ideia de a instituição bancária criar um espaço cultural em Porto Alegre. Tombado como patrimônio histórico e artístico do Estado em 1987, o prédio passou por uma revitalização que preservou boa parte das características. Em 2001, foi inaugurado o Santander Cultural, que funciona em três níveis do prédio – os outros dois abrigam a administração do banco.
Nessa década, manteve visíveis a memória e o patrimônio físico do ambiente bancário. Uma das antigas caixas-fortes abriga um cinema. A outra, um café. No fosso de luz, foi criado um átrio de shows e eventos. Boa parte do prédio é voltado às exposições de arte, que ocupam o salão principal e as galerias do terceiro pavimento, sempre com entrada gratuita. Há também serviços como inclusão digital para a terceira idade, livraria e restaurante. No ano que vem, será aberta uma biblioteca.









