As máscaras são as mesmas, mas a banda é um pouco diferente. Apenas Gene Simmons e Paul Stanley, os "donos" do Kiss, voltam para Porto Alegre mais de uma década depois da apresentação no Jockey Club em 15 de abril de 1999. A noite é lembrada pelo forte vento frio vencido por muitos efeitos no palco.
O clima antes da apresentação teve direito até a shows de bandas cover no Opinião uma semana antes. No dia, os acessos congestionados até a Zona Sul materializavam a febre, com muitas pessoas com as faces pintadas. Quem atrasou a entrada perdeu a abertura do Rammstein, uma grande surpresa naqueles dias. A banda alemã veio como convidada e roubou a festa. O metal industrial impressionou, assim como a pirotecnia usada. O vocalista Till Lindemann usou um casaco em chamas e também simulou uma cena de sexo com o tecladista Christian Lorenz.
A atração principal vinha embalada na tour de Psycho Circus, bom disco de estúdio que marcava a volta da formação clássica _ com Ace Frehley na guitarra solo e Peter Criss na bateria. Ao vivo, a mística das quatro máscaras ajudava o quarteto, tornando o momento único apesar de alguns deslizes. Se por um lado o DNA do Kiss estava ali, deixar fora do set canções dos anos 80 como I Love it Loud esfriou um pouco mais a noite.
O som contava com o reforço visual das imagens em 3D no telão. Hoje seriam consideradas simples, apenas movimentos da banda empurrando instrumentos em direção ao público, e os óculos distribuídos na entrada viraram souvenir. Mesmo com a tecnologia, efeitos do passado marcaram a noite. A guitarra de Ace decolou como um foguete, Paul usou um teleférico para ir até o meio da plateia em Love Gun e Gene cuspiu sangue no solo de baixo.
Mesmo com muito vento, foi uma noite de impacto visual sobre o som, característica básica do Kiss. O tempo pode ter passado, a formação atual é outra, mas a essência do rock segue viva, como se a festa nunca terminasse.
Jornalista e colunista de Zero Hora
Confira o serviço:
> Local: Gigantinho (Avenida Padre Cacique, 891)
> Abertura dos portões: 18h
> Banda de abertura: Rossa Tattooada, às 19h30min
> Show principal: 21h
> Duração do show principal: cerca de duas horas
> Classificação etária: 14 anos. Adolescentes de 12 e 13 anos acompanhados dos pais.
> É necessária a apresentação de carteira de identidade (original ou cópia autenticada) junto ao ingresso.
Ingressos
> Arquibancada: R$ 190
> Cadeiras: R$ 320
> Pista premium: R$ 420
> Descontos de 10% para titular do Clube do Assinante ZH e acompanhante (exceto pista premium), 20% para estudantes e 50% para idosos.
Ponto de venda:
Hoje, apenas a bilheteria do Gigantinho venderá ingressos, a partir das 10h.
O que não se pode levar ou vestir:
> Máquina fotográfica profissional
> Equipamento de gravação/filmagem
> Garrafas
> Bebidas e alimentos
> Objetos cortantes, pontiagudos ou que possam colocar o público em risco
> Boné e chinelo
Transporte
> Haverá reforço de agentes da EPTC para orientar o trânsito na proximidades do Gigantinho e nas vias de acesso.
> Diversas linhas de ônibus atendem a região. Mais informações pelo site www.poatransporte.com.br e pelo fone 156.
Bebida para menores
Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos.
Atendimento médico
Postos médicos e profissionais de enfermagem estarão à disposição, assim como ambulâncias e UTIs móveis.













