Encerrando a temporada 2012, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro (OCTSP) realiza nesta segunda-feira, às 21h, um concerto-síntese de uma postura “inclusiva”, na expressão do maestro Antônio Borges-Cunha.
Isso signifca conjugar o repertório tradicional e a música nova.
Na apresentação desta noite, no Theatro São Pedro, na Capital, estes segmentos estarão representados, respectivamente, pela Fantasia Coral, de Beethoven (1770 – 1827), na parte final, e por obras do americano Don Freund e do brasileiro Dimitri Cervo, antes do intervalo. Afirma o maestro:
– Não me preocupei em fazer uma conexão muito lógica. Queríamos fazer uma primeira parte com dois compositores vivos – que, aliás, estarão na plateia – e uma segunda parte com Beethoven. É uma atitude pós-moderna, e não acadêmica ou histórica.
Será a estreia brasileira do Concerto para Flauta, de Don Freund, que passa uma semana em Porto Alegre para atividades acadêmicas na UFRGS, onde lecionam Cunha e Cervo (a obra de sua autoria executada no concerto será Canauê). O solista desta primeira parte será o flautista Alexandre J. Eisenberg.
Depois do intervalo, o pianista Ney Fialkow sobe ao palco para interpretar a Fantasia Coral acompanhado do Coral Porto Alegre, do Coral da UFRGS, de seis solistas vocais e da orquestra. A obra de Beethoven antecipa a melodia que se tornou célebre na Ode à Alegria da 9ª Sinfonia. Fialkow explica:
– A composição começa com um solo de piano e segue com um diálogo entre os instrumentos. Há várias leituras possíveis, mas uma das mensagens é que a música é capaz de unir as pessoas e de trazer paz. Na escrita de Beethoven, tudo é simples e repleto de significado.
O pianista acrescenta que o ouvinte atento poderá identificar relações melódicas entre a Fantasia Coral e a ópera A Flauta Mágica, de Mozart. Será uma noite de diferentes conexões possíveis.












