Aumenta que é rock'n'roll15/11/2012 | 01h30

Kiss compensa atraso de mais de duas horas com show apoteótico

Grupo nova-iorquino se apresentou na quarta-feira no Gigantinho para cerca de 10 mil pessoas

Enviar para um amigo
Kiss compensa atraso de mais de duas horas com show apoteótico Félix Zucco/Agencia RBS
Kiss em momento da apresentação de quarta-feira no Gigantinho Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

O Gigantinho passou na noite de quarta-feira pelo maior teste de resistência de sua história. Tanto em termos de empolgação quanto em termos pirotécnicos, o espetáculo do Kiss transformou o ginásio em um campo de guerra – com sangue, mas sem mortes, e em nome da diversão. Foi algo nunca visto no local, com fogos, explosões e chamas das quais era possível sentir o calor em boa parte do ginásio.

Confira mais fotos do show do Kiss
Confira toda a cobertura do show

Mais que um show, o Kiss promoveu uma celebração ao rock e à diversão em alta voltagem e volume máximo. Em sua segunda passagem pela Capital, a banda nova-iorquina com 40 anos de estrada abriu a turnê nacional de seu mais recente disco, Monster, com um espetáculo memorável, daqueles em que a vibração do público e a disposição dos músicos se retroalimentam ao ponto de causar faíscas e explosões – no caso do Kiss essa é uma reação movida a paixão que dá para se ver e ouvir.

Com a música Detroit Rock City, o Kiss começou seu show às 23h30min. Milhares de fãs do Kiss encararam uma longa espera para assistir ao show, previsto para as 21h. A fila única acompanhava o Parque Marinha do Brasil. Somente na área externa do Gigantinho, a entrada era dividida conforme o setor do ingresso. Quando o Rosa Tattooada começou a tocar, às 21h, mais portões foram abertos, o que gerou correria.

O motivo do atraso foi a demora da chegada de quatro carretas que vinham da Argentina, passagem anterior da turnê, e ficaram retidas na Alfândega com parte do palco do Kiss. A montagem desse material começou ainda durante o show de abertura, e só foi terminar bem depois dele.

Mas o atraso de duas horas e meia foi esquecido pelas cerca de 10 mil pessoas que se entregaram ao show – com um repertório que emendou, na sequência, Shout It Out Loud, Calling Dr. Love e Hell or Hallelujah. Os sessentões Gene Simmons e Paul Stanley, líderes e gerentes da corporação global que é o Kiss, costumam dizer que uma banda no palco, diante dos fãs, tem de dar o máximo e fazer valer o investimento, tanto do carinho que recebem de admiradores de diferentes gerações quanto da grana que estes investem no ingresso.

E os fãs de todas as idades, muitos deles mascarados como seus super-heróis do rock, comungaram dessa relação de confiança e respeito a eles dedicados. Simmons, no baixo, e Stanley, na guitarra, ambos revezando-se nos vocais, tinham a companhia dos jovens cinquentões Tommy Thayer, na guitarra e Eric Singer, na bateria. Quatro décadas de história passadas em revista com muito entusiasmo. I Love It Loud, com o coro que  fez tremer o ginásio; Black Diamond, faixa do primeiro disco, que se encerra com a apoteótica ascensão às alturas do conjunto de bateria, e God of Thunder, com Simmons babando sangue falso, foram costuradas com algumas das pérolas entre as canções do novo disco, Monster, aclamado como melhor álbum da banda em anos.

Mas no que realmente importa, que é a dignidade e a bravura com que o Kiss carrega o estandarte "Rock and roll a noite toda e festa todo o dia", o exército que pegou em armas com a banda ontem à noite ajudou a fazer desta mais uma batalha vencida para entrar na história.

Após uma hora e meia de show, o encerramento foi em alto estilo, com o hino Rock and Roll All Nite seguida por chuva de papel picado, um ginásio enlouquecido, e Paul Stanley estraçalhando sua guitarra no palco para encerrar uma noite memorável desde o primeiro acorde..

Notícias Relacionadas

Beijo demorado 14/11/2012 | 22h39

Público ainda aguarda montagem do palco para o show do Kiss

Estrutura chegou com atraso no Gigantinho e foi montada ao longo de todo o show de abertura, a cargo da Rosa Tattooada

O inferno vai ter que esperar 14/11/2012 | 21h38

Show do Kiss deve começar com uma hora de atraso

Material de palco e fila mal organizada contribuíram para demora no começo do espetáculo

Beijo no coração 14/11/2012 | 20h02

AO VIVO: Acompanhe a cobertura do show do Kiss em Porto Alegre

Grupo se apresenta no Gigantinho nesta quarta-feira, a partir das 21h

Rock a noite toda 14/11/2012 | 19h45

Na fila, fãs comentam expectativa pela apresentação do Kiss

Show da banda está marcado para 21h desta quarta-feira, no Gigantinho

Eles estão entre nós 14/11/2012 | 17h08

Kiss desembarca em Porto Alegre para show no Gigantinho

Banda se apresenta nesta quarta, às 21h

Opinião 14/11/2012 | 15h08

Fãs fazem fila para o show do Kiss no Gigantinho

Apresentação é nesta quarta às 21h

Comentar esta matéria Comentários (4)

MARLON

Depois do show dos STONES, este do KISS foi omelhor que já. O atraso não foi legal, mas tudo foi compensado com um grande espetáculo músical e visual. Paul Stanley continua sendo um dos maiores vocalistas do hard rock. Gene Simmons, um presença de palco magnânima. Valeu! E como valeu! Que show!

15/11/2012 | 14h50 Denunciar

Juliano

Enquanto na argentina eles fazem um show no estádio do River Plate em POA a organização coloca eles num cubiculo chamado Gigantinho e com apenas 10 mil pessoas. É da pra dizer que foi apoteótico o show pra cerca de 10 mil pessoas. Enquanto na argentina 50 mil

15/11/2012 | 11h01 Denunciar

Elenise Xavier

Foi um mega show nostálgico,as mesmas roupas,os mesmos cabelos e a maior competência da banda como sempre! Foi simplesmente perfeito,inesquecível;um presente para os fãs de rock and rol. Atraso? quem percebeu o atraso? ninguém! Foi um baita show emocionante do começo ao fim.

15/11/2012 | 06h49 Denunciar

Jonatas

Por mais q eu goste do kiss, por mais q eu saiba q essa foi a ultima oportunidade de ve-los em POA, pagar caro pra ve-los no gigantinho, NAO DA.

15/11/2012 | 04h51 Denunciar

Siga Segundo Caderno no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros