A Câmara Rio-Grandense do Livro divulgou nesta tarde o balanço final da 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. Durante os 17 dias do evento, foram vendidos, nas três áreas, 411.056 livros. O número representa uma queda em comparação com o dos últimos anos.
Em 2011, foram 459.588 os exemplares vendidos, 10% a mais, em um ano que a própria direção da Feira qualifica como "excepcional", por ter transcorrido ao longo de 19 dias e ter abrangido também o feriado de 15 de novembro, o que ajudou a alavancar as vendas. Já em 2010, os números foram semelhantes aos deste ano, mas ainda assim com uma leve vantagem: 411.519 exemplares.
Analisados um a um os espaços ocupados pela Feira, os resultados assumem outra conformação. Na Área Geral, as vendas deste ano, embora ainda abaixo das registradas no "excepcional" 2011, foi melhor do que em 2010. Foram vendidos 315.743 livros em 2012, quase 15 mil a mais do que em 2010 (300.762) e mais de 15 mil a menos do que no ano passado (338.566). A direção da Câmara não hesita em apontar um certo "efeito Praça" como uma das explicações para isso.
– Com a praça renovada, finalmente liberada, muita gente circulou pela Alfândega, muita gente passeou, a praça virou praça de novo, e acho que nunca vi tantos leitores sentados em bancos para ler as compras feitas no mesmo dia. Isso ajudou a manter o público naquele espaço – disse o representante dos distribuidores e responsável pela área de Comunicação da Câmara, Leonardo Silveira.
A mesma explicação também pode ser aplicada aos resultados não tão positivos registrados pela área Infantil e Juvenil e pela área Internacional. O espaço para crianças, no cais do porto, teve este ano menos barracas do que o habitual, e isso se refletiu em uma queda significativa nas vendas. Foram 78.734 exemplares vendidos contra 101.509 do ano passado e 89.059 de 2010. A Câmara acredita que a própria praça renovada pode ter também a ver com isso, uma vez que muitos preferiram circular apenas no espaço principal da Feira.
Já a Área internacional não conseguiu se beneficiar de ter ocupado, este ano, um espaço na própria Praça da Alfândega. Também com bancas a menos – 13, em vez das 17 habituais –, o espaço sofreu queda de vendas pelo terceiro ano consecutivo. Este ano foram vendidos 16.939 exemplares na Àrea Internacional. Em 2011, 19.514; em 2010, 21.698.
A Brigada Militar estima em 1,3 milhão de pessoas os frequentadores da Feira, número que o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Oswaldo Santucci Jr., considera subestimado.
– Não estamos necessariamente contestando a aferição da BM, mas pelos corredores mais amplos, a impressão que tínhamos era de muito mais gente – disse ele, na apresentação do balanço da Feira.








