Com apenas 23 anos, o cineasta canadense Xavier Dolan já chega ao terceiro filme com Laurence Anyways, que estreia hoje. Depois do confessional – e surpreendente
– Eu Matei Minha Mãe (2009), que foi aplaudido de pé no Festival de Cannes, e do menos inspirado Amores Imaginários (2010), ambos exibidos na Capital, Dolan volta com um drama de duas horas e 39 minutos de duração sobre um homem (Melvil Poupaud) que faz uma cirurgia de mudança de sexo e enfrenta a nova vida na companhia da namorada (Suzanne Clément).
Situada inicialmente nos anos 1990, a trama acompanha 10 anos na vida do casal, o que inclui a superação conjunta de dificuldades advindas de uma mudança tão radical e também o preconceito de amigos e familiares (o que inclui a mãe de Laurence, interpretada por Nathalie Baye). A ideia de resistência e concretização do amor impossível perpassa todo o longa, que foi exibido na mostra Un Certain Regard (“um certo olhar”) do Festival de Cannes – a mesma que consagrou Eu Matei Minha Mãe três anos atrás.
Suzanne Clément foi eleita a melhor atriz dessa mostra, e Laurence Anyways levou uma Palma Queer – troféu que Cannes destina a um destaque entre os títulos de temática homossexual exibidos no festival. Coprodução entre Canadá e França, o longa também foi premiado nos festivais de Hamburgo e Toronto, de onde saiu com um troféu para melhor filme canadense em exibição no evento.
Em um feriadão dominado pelo título final da saga Crepúsculo (Amanhecer – Parte 2: o Final), Laurence Anyways entra em cartaz apenas no Guion Center 3. O longa de Xavier Dolan fica em cartaz em três sessões diárias, às 14h30min, às 17h35min e às 20h40min.









