Ao mestre, com carinho07/11/2012 | 18h54

Desenhistas renomados homenageiam mestre Canini

Bate-papo reuniu nomes como Edgar Vasques, Fraga, Lancast, Santiago, Luis Fernando Verissimo e o próprio Canini

Enviar para um amigo
Desenhistas renomados homenageiam mestre Canini Felix Zucco/Agencia RBS
Luis Fernando Verissimo, Canini e Goida Foto: Felix Zucco / Agencia RBS

Grandes mestres do desenho se reuniram na tarde desta quinta-feira na Sala Oeste do Santander Cultural para prestar homenagens a Canini, mais conhecido como o desenhista que abrasileirou o Zé Carioca. Edgar Vasques, Fraga, Lancast, Santiago, Luis Fernando Verissimo e o próprio Canini falaram sobre os personagens e a carreira do brilhante quadrinista, cartunista, ilustrador, caricaturista e chargista com mediação de Goida.

Seguem alguns depoimentos sobre Canini feitos durante o bate-papo:

– Sou fã do Canini, do seu traço fino, diferente e despojado – diz Luis Fernando Verissimo.

– Me encanta a versatilidade das expressões que ele usa. Com poucos traços fez uma caricatura magistral do Pelé – afirma Fraga.

– Ele não é um cartunista, é um ímã, além de ser exemplarmente modesto e humilde. Mas seu trabalho tem uma força tal que ele atrai pessoas do mundo todo, com uma capacidade de enxergar um humor sutil sem deixar de ser engraçado e desenhar com simplicidade. Simplicidade é um estado maior da perfeição – conta Edgar Vasques.

– Achava muito louco o desenho do Zé Carioca, era uma coisa que me fascinava aquele cenário das favelas do Rio - diz Lancast.

– Ele tem um olho pra enxergar o caricaturado que eu tenho ciúmes. Fiz uma página inteira com o Canini na Folha da Tarde, na edição de sábado. Ele fez um desenho do Pedro Simon maravilhoso: era um nariz, um beição e um cachimbo – conta Santiago, entre risadas do público que lotou a sala.

O próprio Canini também falou sobre sua vida e seus trabalhos.

– As pessoas me perguntam por que os meus desenhos são tão simples e eu respondo que é pra poupar nanquim. A cor negra tem muita força. Esse meu novo livro não é um livro de humor, tem um pouco de humorzinho só. Estou fazendo o que posso pra denunciar algumas situações, como a violência com os animais, o preconceito com os negros - conta Canini.

Questionado sobre como um aspirante a cartunista deveria proceder, Canini afirmou que a profissão é difícil.

- Hoje em dia o pessoal sobrevive mais fazendo charge. Só fazendo cartum a única maneira é reunir todos e publicar um livro. Depois do fim do Pasquim não tem muito espaço pro cartum – avalia Canini.

Quando perguntado sobre qual a maior alegria da sua trajetória, Canini respondeu:

– Em geral a maior alegria é sempre a última história. O Pago pra Ver está sendo muito bom, muito recompensador – avalia Canini.

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga Segundo Caderno no Twitter

clicRBS
Nova busca - outros