Há 70 anos,em 26 de novembro, foi realizada em Nova York a primeira exibição deste que é um dos maiores clássicos do cinema. Até esta aclamação – coroada com o Oscar de melhor filme, direção e roteiro –, Casablanca era uma aposta marcada por sua realização conturbada.
O filme teve bastidores saborosos e controversos. Foi feito (ou não) sem um roteiro fechado, com os atores recebendo falas no set, ninguém entendendendo o que Curtiz dizia com seu carregado sotaque húngaro e a tensão provocada pelas divergências entre o cineasta, o produtor Hal B. Wallis e o chefão do estúdio Jack Warner.
Humphrey Bogart e Ingrid Bergman ganharam os papeis de suas vidas por vias tortas, pois não foram as primeiras opções para Rick e Ilsa, amantes apaixonados separados pela tomada de Paris pelos nazistas, na II Guerra, que se reencontram em Casablanca, no Marrocos, onde ele é dono de um bar e ela chega com o companheiro, um líder da resistência aos alemães.
Rick e Ilsa ficarão juntos? Eis a questão que aflige até quem já conhece o antológico desfecho.
Na segunda-feira, dia 26, às 14h, o TCM exibe o filme, de 1942, em homenagem aos 70 anos desse ícone do cinema.
Continuação?
No início do mês, o The New York Post divulgou que a Warner Bros. pretende seguir adiante com a ideia de uma sequência para o filme de 1942. Com o título de Return to Casablanca, o roteiro teria como base um argumento redigido 30 anos atrás por Howard Koch, um dos responsável pelo original. A trama seria protagonizada pelo filho de Ilsa e Rick, que retorna a Casablanca à procura do pai.
Quem tenta convencer o estúdio a bancar a produção é Cass Warner, neta de Harry Warner.









