No alvo de Madonna16/06/2012 | 05h35

Zero Hora assistiu em Milão ao espetáculo que a rainha do pop trará à Capital em dezembro

Na última quinta-feira, cantora fez show para 55 mil pessoa no estádio San Siro

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Zero Hora assistiu em Milão ao espetáculo que a rainha do pop trará à Capital em dezembro Kevin Mazur/WireImage/Divulgação
Madonna no primeiro show da turnê, em Tel Aviv, Israel Foto: Kevin Mazur/WireImage / Divulgação

Ninguém duvida de que ela é a rainha do pop – e o show que chega a Porto Alegre em 9 de dezembro confirma: aos 53 anos, Madonna não dá sinais de querer desocupar o trono.

Na quinta-feira, as 55 mil pessoas que lotaram o estádio San Siro, em Milão, vibraram com um espetáculo dinâmico, variado e profissional – Madonna não perde o rebolado nunca.

O esquenta antes do concerto no templo futebolístico dos times Milan e Internazionale ficou a cargo do DJ francês Martin Solveig, um dos produtores de MDNA, o mais recente disco da cantora. (No Brasil, a atração de abertura dos shows ainda não está definida, mas não deverá ser um DJ: segundo a produtora Time for Fun, o público daqui prefere uma banda ou outro artista.)

Na plateia VIP, personalidades como a estilista italiana Donatella Versace e o brasileiro Giovanni Bianco, diretor de arte que já trabalhou com Madonna. A apresentação em Milão foi a sexta da nova turnê, que parece estar seguindo um roteiro religiosamente ecumênico, como a americana gosta: estreou em Tel Aviv, em Israel, passou por Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e chegou antes a Roma, capital da cristandade.

Foi nesse clima, digamos, místico que o show começou em Milão, com meia hora de atraso, ao som de sinos e com bailarinos vestidos como monges balançando um incensório e a projeção, no fundo do palco, de um gigante crucifixo com a inscrição Madonna.

A abertura é com Girl Gone Wild, segundo single do álbum lançado neste ano, com o palco transformado em uma catedral graças às projeções e Madonna vestida com um collant preto. A audiência se entusiasma quando surgem trechos de Material Girl. A espiritualidade dá lugar à violência em Revolver e Gang Bang – em que ela dança uma coreografia de luta em um quarto de hotel cujo visual lembra o filme Coração Selvagem, de David Lynch. O número termina com a loira "atirando" na cabeça do amante, como na letra da música, ao mesmo tempo em que enormes imagens de respingos de sangue mancham os telões – "E eu estou indo direto para o inferno", canta Madonna.

Mas chega de vida bandida encenada: Papa Don't Preach traz de volta a imagem da cruz, Hung Up chama para a festa, ainda que em versão mais lenta, e I Don't Give A, música influenciada pela rapper M.I.A., levanta a galera com a imagem no telão de outra rapper, Nicki Minaj, mandando o papo reto: "Há apenas uma rainha e ela se chama Madonna" – os súditos, claro, aplaudem concordando.

Depois de um interlúdio com a bela Best Friend, Madonna volta à carga: vestida de baliza de banda marcial e acompanhada da batucada de diversos tocadores de tarol, muitos deles suspensos por meio de fios, a intérprete emenda Express Yourself com Born this Way – sucesso de Lady Gaga que Madonna e o mundo dizem ser uma cópia do hit anterior. Em outra das antigas, Open your Heart, Madonna divide a cena com o trio de cantores e percussionistas bascos Kalakan.

Mais um interlúdio, desta vez com Justify my Love, anuncia o bloco do fetiche sadomasoquista. Vogue ensaia um desfile na passarela que avança na plateia, com figurinos em preto e branco e Madonna usando um sutiã pontudo típico do estilista Jean Paul Gaultier. Já Human Nature é o momento da ousadia premeditada: depois de tirar a camisa e deixar o sutiã à mostra, a musa dá as costas para o público e arria as calças, mostrando o bumbum sarado em uma calcinha cavada sob uma meia arrastão. Mas surpresa mesmo é a versão intimista ao piano de Like a Virgin.

A última parte é festeira: I'm Addicted, seguida de I'm a Sinner e Cyberragga – um lado B raro do álbum Music, de 2001. O clímax fica para o final: Like a Prayer e Celebration, com participações de Rocco, filho da cantora com o cineasta Guy Ritchie.

Falando com Zero Hora, o americano-israelense Guy Oseary, empresário de Madonna casado com a top brasileira Michelle Alves, disse o que a diva espera em Porto Alegre:

– Muitas bandeiras. Aqui em Milão, está cheio de bandeiras brasileiras. Não é segredo o quanto Madonna ama o Brasil, e esperamos fazer um grande show aí.

* Roger Lerina viajou a convite da produtora Time for Fun

Confira o repertório do show de Madonna em Milão:

Transgression

Girl Gone Wild
Revolver
Gang Bang

Papa Don't Preach
Hung Up
I Don't Give A

Prophecy

Best Friend (interlúdio de vídeo)
Express Yourself / Born this Way
Give me All your Luvin'
Turn Up the Radio
Open your Heart / Sagarra Jo! (com Kalakan)
Masterpiece (com Kalakan)

Masculine/Feminine

Justify my Love (interlúdio de vídeo)
Vogue
Candy Shop / Erotica
Human Nature
Like a Virgin

Redemption

Nobody Knows Me (interlúdio de vídeo)
I'm Addicted
I'm a Sinner / Cyberraga (com Kalakan)
Like a Prayer
Celebration

ZERO HORA - Enviado especial/Milão

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