A julgar pelos cinco paredões realizados até agora, ainda fica difícil definir para que participante o público está pendendo.
O que se pode perceber, no entanto, é quem tem mais fôlego para despertar ódio ou amor no telespectador, quem poderia brilhar, mas não brilhou ainda e quem nasceu para samambaia. Confira o levantamento do Caderno TV Show:
Quem se destaca:
Laisa
Quase se credenciou para ser um novo Marcelo Dourado quando brigou com o pessoal da Selva e buscou refúgio na Praia. Mas acabou se embananando, fazendo as pazes com os "vilões" do jogo e, de quebra, conquistou a antipatia de integrantes dos dois lados da casa.
A seu favor, Laisa conta com o fato de ser bastante sincera, tanto na hora de indicar seus brothers para a berlinda (justificou o voto em Ronaldo e Jonas por conta de "atitudes grosseiras" que os dois tiveram) quanto no momento das rusgas (disse para Fael, na mesa do café da manhã, na frente de todos, que o excluiu de uma prova porque ele afirmou que votaria nela).
Fael
Houve quem se enchesse de raiva e tédio ao ver o "menino ingênuo do interior" chegar para ser logo o favorito ao prêmio de R$ 1,5 milhão. Mas Fael mostrou ser bem mais esperto e humano do que o estereótipo BBBsístico lhe reservava. Logo, o caubói tratou de encontrar aliados e "falar sério" na hora de organizar o grupo Praia para o paredão. Ao mesmo tempo, não se coloca na posição de coitadinho e erra (como aconteceu no episódio com Laisa, em que ele "não entendeu" que tinha sido vetado por ter dito à gaúcha que votaria nela).
Rafa
Relatos de sua namorada fora da casa dão conta que Rafa é bastante explosivo e que estaria se segurando no programa. Em frente às câmeras, porém, o carioca faz muito mais o papel de articulador e camaleão de ideias. Dentro da casa, parece que só Fael sacou que Rafa não é tão boa praça assim e que se apresenta como amigo de todo mundo para logo em seguida reunir os votos da Selva em cima de um dos brothers da Praia "para se defender". Nada mais chato do que ouvir o carioca tecer suas teorias em momentos tensos pós-votação ou pós-paredão. Ainda assim, fica a dúvida: o público também vai cair no papo de Rafa ou eliminá-lo com alto índice de rejeição, como aconteceu com seu amigo Ronaldo?
Jonas
Apesar das idas e vindas com Renata e Monique, o gaúcho conseguiu se salvar (por pouco) no paredão com o amigo João Maurício. Com um início ameno e até apagado no programa, Jonas começa a se mostrar um bom articulador ao formar uma parceria consolidada com Fael. É difícil apontar um ponto fraco no gaúcho além do episódio Renata-Monique-Renata, já que ele não balança entre grupos, assume seus votos e parte para o ataque. A exemplo de Laisa, tem expressado suas opiniões com franqueza e sem receio de criar inimizades. Basta cair na real e se ligar que o "amigão" Rafa já quase embarcou em uma reunião de votos contra ele.
Quem tinha tudo para ser estrela, mas não brilhou:
João Carvalho
Ele chegou a ensaiar com afinco o papel de conselheiro sensato e participante bom de jogo da 12ª edição do BBB, mas escorregou, caiu e agora suas chances de alçar voos maiores estão bem reduzidas. Se no início ele deu de paizão da galera e acertou em cheio alguns conselhos, a queda para o grupo Selva o colocou em má situação, agravada com a pisada na bola gigantesca das últimas semanas, quando provocou o desentendimento entre Laisa e Jonas (pasme, por conta de um doce) e votou em João Maurício depois de ter dito ao próprio que não votaria nele.
Fabiana
Seu ar de Iris Stefanelli amadurecida poderia lhe garantir um bom apelo ao telespectador mais popular, mas a gana de Fabiana por se manter neutra e "sem combinações de voto" atrapalham a identificação com o público. É difícil torcer por quem não se posiciona, nem contra quem lhe coloca no paredão. Mas ainda há tempo para a loira. Há de existir uma barraqueira dentro desta mulher, que deu apenas uma mostra de sua raiva na briga pré-paredão com Ronaldo.
Yuri
É difícil entender como o pessoal da casa não se ligou que o grande articulador de votos das primeiras semanas foi Yuri. O pobre Ronaldo virou alvo quando era apenas o mensageiro. Mas se o professor de Muay Thai caminhava a passos largos para ser o grande vilão desta edição (e, lembre-se, os vilões resistem até as semanas finais – pelo jogo, não pela popularidade), em algum momento virou um chorão que passa boa o tempo todo babando em Laisa. Nem o fora que levou da gaúcha fez florescer um lado brigão e vingativo.
Devagar e sempre
Kelly
Está aí a grande candidata ao segundo lugar desta edição. É capaz de você nem lembrar que Kelly existe se a edição do programa não for legal e colocar uma cena da morena no programa. É o protótipo perfeito da samambaia, nem Gyselle (que perdeu para o Rafinha no BBB 8) foi tão discreta em sua passagem pela casa. E, pense bem, não será a primeira paisagem a chegar à final.
Renata
Está aí uma participante que não sabe a que veio. Renata não desperta ódio ou amor – de Jonas, dos colegas ou do público. Suas "sensualizadas" no programa soam sempre falsas e apelativas (não que os telespectadores do sexo masculino achem isso um problema), mas nem o "tcham" de Fani e Natalia Casassola a moça tem. É aquele dilema: pode ser que vá até a final, mas é difícil acreditar que tenha fôlego para levar o prêmio máximo.
Correndo por fora:
Monique
A protagonista da primeira polêmica deste BBB afirmou, na semana passada, que o vai-e-volta de Renata e Jonas pode fazer mal para sua imagem aqui fora. Houve quem dissesse que, em sendo vítima de um suposto estupro, Monique se credenciava como favorita ao prêmio. O problema é que também houve gente achando que ela deveria sair, assim como Daniel. Alheia a toda a confusão do lado de fora, a Fiona se mantém equilibrada dentro da casa e sem levar votos. Apesar de estar alinhada com o grupo Selva, com maior índice de rejeição por parte do público, a catarinense tenta sustentar sua própria visão de jogo.













