Entrevista19/02/2012 | 07h10

Os planos da gaúcha Juliana Didone

A atriz quer voltar ao teatro depois de emplacar mais uma loira fatal em sua carreira na TV

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Os planos da gaúcha Juliana Didone extra/
Juliana Didone está no ar na novela "Aquele Beijo" Foto: extra
Anna Martha Silveira

anna.silveira@zerohora.com.br

Ela é loira, ela é linda, ela beija o Fiuk. Há 10 anos na telinha da Globo, a atriz gaúcha, de Porto Alegre, Juliana Didone, 27 anos, é uma das musas da trama das sete, Aquele Beijo. Juliana brilha na pele de Brigitte, a fashionista que disputa o coração do ídolo das adolescentes (e das mães saudosas dos áureos tempos de seu pai, Fábio Jr.) com Belezinha, interpretada por Bruna Marquezine.

Às vésperas do Carnaval, que pretende curtir juntinho de seu namorado, o ator Bruno Mazzeo, a atriz conversou com o o Caderno TV Show por e-mail e contou que sente falta dos amigos de seu bairro na Capital, o Menino Deus, e da costela de Porto Alegre que, segundo ela, é mais gostosa. Confira trechos da entrevista:

Sua carreira na TV começou há cerca de 10 anos. O que a Brigitte representa nesta trajetória?

É verdade. Há 10 anos, estava saindo do Sul rumo a São Paulo para estudar teatro. Brigitte representa um amadurecimento na minha profissão. Me sinto mais livre para arriscar novas possibilidades, abrir meu leque de sentimentos e sensações. Ela também tem uma energia diferente de todos os outros personagens que fiz na televisão. Ela é bem decidida, prática, sabe o que quer e vai fundo. Com ela, pude sair do lugar romântico e lânguido em que estava acostumada a ir. Pude experimentar uma forma mais ativa de atuar, me jogar, brincar mais.

Esta não é a sua primeira novela com o Miguel Falabella (ela esteve em Negócio da China). O que lhe atrai no trabalho dele?

O Miguel é muito humano e, mesmo fazendo novela, o que permite que ele vá para qualquer lugar, fantasiar, criar situações inusitadas, ele tem um compromisso com o real. As pessoas se identificam com os personagens que ele cria, porque conhecem alguém de jeito parecido ou já se viram naquela mesma situação. Eu me identifico cada hora com um personagem da novela, porque, como na vida, ninguém é só bom ou mau, e ele retrata isso de uma forma belíssima. É uma honra poder trabalhar com ele e com Roberto Talma, que desde sempre acreditou em mim. Sou muito agradecida aos dois.

Você faz parte do núcleo da Marília Pera na trama. O que a troca de experiência com uma das atrizes mais conceituadas do país está lhe acrescentando?

Vejo como Marília se dedica ao seu personagem, como ela leva a sério a profissão e não o falso glamour que certas pessoas acham que tem. Muitas se perdem, achando que são poderosas, quando, na verdade, são só egocêntricas. Marília é muito educada com todos, e muito generosa. Já me deu vários toques em cena que só engrandeceram meu trabalho. Ela não compete, joga junto. Eu já tinha lido seu livro Cartas a Uma Jovem Atriz, e, agora, com a convivência, se confirmou o que eu já sentia. Ela é não só uma diva, uma atriz incrível, como um ser humano profundamente especial.

Como é viver o par romântico do Fiuk, que conta com uma legião fervorosa de fãs (filhas e mães, atualmente)?

O Fiuk, apesar de ser um menino (ele tem o quê, 20 anos?) é extremamente sensível e interessado no seu trabalho. É muito bom contracenar e conversar com ele. Nós conquistamos uma parceria muito bacana.

Quais são os seus planos quando a novela chegar ao fim?

Eu quero voltar ao teatro, me produzir. Estou procurando um texto que tenha o que eu quero dizer, comunicar às pessoas, fazer pensar.

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