Lalo Schifrin, popular compositor de trilhas hollywoodianas, detentor de seis indicações para o Oscar e 21 para o Grammy (ganhou 4), completa 80 anos no dia 21 de junho. De acordo com o site do Jornal O Estado de São Paulo, para comemorar a data, o músico argentino organizou uma turnê mundial que começa na Europa e bem poderia acabar no Brasil, se algum empresário brasileiro houvesse mostrado interesse . Respeitado no mundo da música erudita e do jazz, Schifrin foi pioneiro na gravação de bossa nova nos EUA, nos anos 1960, discos até hoje em catálogo e que não param nas prateleiras das lojas brasileiras.
– Fico feliz de saber disso, adoro o Brasil, país onde ouvi pela primeira vez um músico formidável, de nome estrangeiro, que cantava bossa nova. – revela Lalo.
Em 1961, Schifrin já havia gravado com o trompetista Dizzy Gillespie, um ano antes do famoso concerto do Carnegie Hall com Stan Getz e João Gilberto, que lançou oficialmente a bossa nova nos EUA. Foi um pioneiro bossa-novista, mas não pisa no Brasil há 40 anos.
Parece inacreditável que isso aconteça com alguém que compôs uma música dedicada a São Paulo há exatos 50 anos (An Evening in São Paulo, faixa do disco Lalo: Brilliance) e gravou com tantos brasileiros nos EUA (Luís Bonfá, Oscar Castro Neves, Laurindo Almeida). Schifrin é um monumento musical não só como autor de trilhas (Missão Impossível, Bullitt, Mannix, além de toda a série Dirty Harry). Ele é também compositor de peças eruditas, arranjador de Sarah Vaughan e Peggy Lee, além de parceiro de Quincy Jones e dos três tenores.
Visando a parceria, Lalo usou compassos quíntuplos recorrendo a uma métrica inusual em Missão Impossível. E também em Cool Hand Luke (Rebeldia Indomável, 1967), que ele considera sua melhor trilha. O filme, sobre um presidiário (Paul Newman) perseguido por um guarda obsessivo, foi dirigido por Stuart Rosenberg, amigo de Schifrin, considerado ao lado de Don Siegel (diretor dos filmes de Dirty Harry) seus parceiros ideais, como Nino Rota e Fellini.













